A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) entrou no radar de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como possível indicada para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF). O nome da ex-senadora foi apresentado diretamente ao presidente por defensores de sua indicação, em meio à articulação para ampliar a presença feminina na mais alta Corte do país.
A informação foi publicada pelo Brasil 247, com base em relato da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo a reportagem, Lula pretende reservar pelo menos uma das três próximas indicações ao Supremo para uma mulher, mas ainda não definiu em qual das vagas fará a nomeação.
Formação jurídica e trajetória política pesam a favor Simone Tebet tem mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), experiência como professora universitária e passagem pela presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.
A trajetória política também contribui para a lembrança de seu nome. Em 2022, Tebet disputou a Presidência da República pelo MDB e declarou apoio a Lula no segundo turno, quando o petista enfrentou Jair Bolsonaro (PL).
Após a eleição, ela integrou o governo federal como ministra do Planejamento. Em 2026, concorreu a uma vaga no Senado por São Paulo, mas não foi eleita.
A aproximação com Lula e a experiência no Legislativo e no Executivo colocam a ex-ministra entre os nomes considerados na articulação para a composição do Supremo. Daniela Teixeira também é cotada
Outro nome mencionado nas discussões é o da ministra Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também aparece como possibilidade para representar as mulheres na composição do STF. A definição depende de uma decisão do presidente, responsável constitucionalmente por indicar os nomes para o tribunal.
Após a indicação presidencial, o escolhido precisa passar por sabatina e obter aprovação do Senado Federal. A intenção de garantir uma mulher entre as próximas indicações, segundo a reportagem, ainda não está vinculada a uma vaga específica.
Lula precisa definir sucessão no Supremo A cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que saiu do STF em outubro de 2025, permanece no centro das articulações.
Também estão previstas futuras vagas com as aposentadorias de Luiz Fux, em abril de 2028, e Cármen Lúcia, em abril de 2029. A escolha para a vaga de Barroso enfrenta dificuldades políticas.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para o posto em 2026, teve o nome rejeitado pelo Senado. Mesmo assim, o presidente sinalizou a intenção de reapresentar sua indicação.
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Nesse cenário, a eventual escolha de Simone Tebet representa uma possibilidade em discussão, mas não significa que Lula tenha tomado uma decisão definitiva. A disputa pela composição do STF deve continuar envolvendo negociações políticas e avaliações sobre os perfis dos candidatos.
Foto: Divulgação
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