Mulher ganha R$ 860 milhões na loteria e doa metade da fortuna inspirada em Dolly Parton

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Ganhar uma fortuna de cerca de £115 milhões — aproximadamente R$ 860 milhões — na loteria poderia mudar completamente a vida de uma pessoa. Para Frances Connolly, a transformação veio acompanhada de uma decisão: dividir parte do prêmio com outras pessoas. Desde que ganhou a EuroMillions com o marido, Paddy, em 2019, ela estima ter destinado cerca de metade do dinheiro a instituições e projetos sociais. Uma das inspirações para a forma como passou a lidar com a riqueza foi Dolly Parton, cantora americana que morreu em agosto, aos 80 anos.

O SEU ROCK IN RIO: MONTE O SEU LINE-UP IDEAL EM JOGO INTERATIVO Rock in Rio 2026: Acompanhe o primeiro dia do festival em tempo real Frances, que antes do prêmio trabalhava como assistente social e professora, criou com o marido o PFC Trust, instituição voltada para o financiamento de projetos no Nordeste da Inglaterra. Entre as iniciativas apoiadas estão programas para combater a solidão entre idosos, distribuição emergencial de alimentos, compra de caravanas para oferecer períodos de descanso a jovens que cuidam de familiares e instalação de desfibriladores em clubes esportivos. Minicâmera analógica, fone de ouvido, carregador, intercâmbio e peças de roupa: veja os brindes distribuídos no Rock in Rio A relação com Dolly Parton vem de antes da fortuna. O pai de Frances era fã de música country e tinha a cantora entre suas artistas favoritas. Depois da morte de Dolly, Frances voltou a citá-la como uma referência para sua própria relação com a riqueza.

Dolly construiu ao longo de décadas uma imagem pública associada à generosidade. Entre suas iniciativas mais conhecidas está a Imagination Library, programa criado para incentivar a leitura infantil e que distribuiu milhões de livros gratuitamente. A cantora também destinou recursos à pesquisa que contribuiu para o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19. A fortuna, para Frances, não significou uma mudança completa de estilo de vida. Em entrevista à agência de notícias PA, ela afirmou que ela e o marido continuam levando uma vida semelhante à de antes, apenas com mais possibilidades. A avaliação dela é que, depois de atingir um determinado nível de segurança financeira, compartilhar parte do que se tem passa a ser uma escolha natural. — Acho que está na natureza humana compartilhar quando se chega a um nível em que se tem o suficiente — afirmou Frances, segundo a PA. A milionária também faz uma ressalva sobre os limites da filantropia individual. Ela afirma que, apesar do dinheiro, não é capaz de acabar sozinha com a pobreza e depende de uma rede de funcionários e voluntários para executar os projetos mantidos pelo fundo. Para marcar os 60 anos de Frances, sete atletas apoiados pelo PFC Trust participam de uma série de desafios esportivos para arrecadar dinheiro para a instituição. O grupo correrá, nadará ou pedalará até completar 60 milhas, cerca de 97 quilômetros, com a programação terminando na Great North Run.

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