Mulher fica com sequelas após paramédicos apertarem botão errado do desfibrilador durante parada cardíaca no Reino Unido
Uma britânica ficou permanentemente incapacitada após paramédicos acionarem o modo errado de um desfibrilador durante o atendimento a uma parada cardíaca em Londres, segundo informações divulgadas pela imprensa britânica nesta semana. O caso ocorreu em 2019, mas voltou a repercutir após detalhes do processo judicial virem a público.
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Meg Fozzard, então com 26 anos e produtora de TV, sofreu uma parada cardíaca em casa, no sul de Londres. Enquanto aguardava a chegada da ambulância, o companheiro dela realizou manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) orientado por equipes de emergência por telefone.
Ao chegarem ao local do incidente, paramédicos conectaram ao aparelho eletrodos de monitoramento, em vez das pás adequadas para desfibrilação. Com isso, o equipamento não identificou automaticamente a necessidade do choque elétrico. Em seguida, as equipes ainda apertaram o botão errado no desfibrilador LifePak, atrasando em mais quatro minutos a ativação do modo de emergência.
O Serviço de Ambulâncias de Londres admitiu, posteriormente, que Meg só recebeu o choque cerca de oito minutos após a chegada das equipes. O intervalo é considerado crítico em casos de parada cardíaca, já que a interrupção prolongada do fluxo de oxigênio pode causar danos irreversíveis ao cérebro.
Meg sobreviveu, mas sofreu uma lesão cerebral grave. Desde então, passou a depender de cadeira de rodas, perdeu parte da capacidade de fala e desenvolveu limitações cognitivas e motoras permanentes. Familiares afirmam que a rotina da jovem mudou completamente após o episódio.
O Serviço de Ambulâncias de Londres firmou um acordo judicial com a paciente mas o valor da indenização não foi divulgado.
O tempo de resposta é um dos fatores mais importantes em episódios de parada cardíaca. Segundo entidades médicas, a cada minuto sem desfibrilação adequada, as chances de sobrevivência podem cair significativamente, além do aumento do risco de sequelas neurológicas severas.
