Mulher é morta por crocodilo de 4 metros enquanto coletava mariscos na Indonésia; vídeo

 

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Uma tragédia registrada na ilha de Simeulue, na província de Aceh, ganhou repercussão internacional após vídeos do ataque circularem nas redes sociais. Um crocodilo de cerca de quatro metros foi flagrado emergindo do rio Luan Boya com o corpo de uma mulher nas mandíbulas, diante de dezenas de moradores.

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A vítima, Jusmitawati, de 35 anos, moradora da aldeia de Bulu Hadek, foi atacada na manhã deste domingo (15), por volta das 11h (horário local), enquanto coletava mariscos, atividade comum na região e importante para a subsistência familiar. Segundo o chefe de polícia de Teluk Dalam, Ipda Zainur Fauzi, em declarações ao site local SerambiNews, a mulher entrou na água acompanhada de uma amiga, que permaneceu na margem.

De acordo com relatos repassados à imprensa, entre eles ao tabloide britânico Daily Mail, Jusmitawati desapareceu em segundos, provavelmente surpreendida pelo animal. A amiga acionou imediatamente vizinhos e familiares, que iniciaram buscas com apoio de policiais e militares.

Resgate sob tensão e imagens que circularam

Os vídeos gravados por moradores mostram uma multidão às margens do rio, tentando localizar a vítima enquanto o crocodilo surgia repetidas vezes com o corpo preso às mandíbulas. Testemunhas relataram ao SerambiNews que homens tentaram forçar o animal a soltar a mulher usando paus, varas de bambu e cordas, sem sucesso inicial.

Após manobras arriscadas, os moradores conseguiram recuperar o corpo, já sem vida. A vítima foi entregue à família para sepultamento, conforme os costumes locais. Em meio à comoção, parte da população retirou o animal da água e o agrediu, até que autoridades assumissem o controle da situação em coordenação com a Agência de Conservação de Recursos Naturais de Aceh (BKSDA).

O chefe de polícia afirmou que as forças de segurança seguem monitorando a área para evitar novos ataques e orientou a população a evitar rios considerados perigosos, especialmente durante atividades como pesca, banho e coleta de mariscos. Ele também pediu que qualquer avistamento de animais selvagens seja comunicado imediatamente às autoridades.

O subchefe distrital, Andrik Dasandra SSTP, reforçou o alerta às lideranças locais e destacou que a convivência com crocodilos é um desafio recorrente nas comunidades que dependem dos recursos fluviais. O rio de Simeulue já foi palco de outros incidentes semelhantes, segundo o SerambiNews, o que tem levado moradores a rever rotinas e trajetos de trabalho.