Mulher é condenada a seis meses de prisão após resistir a despejo lançando enxame de abelhas contra policiais nos EUA

 

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Uma mulher foi condenada neste mês a seis meses de prisão por usar um enxame de abelhas como arma contra policiais durante um despejo no subúrbio de Massachusetts, nos Estados Unidos, em 2022. Segundo a defesa, como ela já estava presa há meses sem fiança, deve cumprir apenas mais uma ou duas semanas da pena.

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O caso se arrastou por anos porque Rebecca Woods, que é uma apicultora, perdeu a data anterior de julgamento e foi encontrada em um quarto de motel no Tennessee. Ela se recusou a aceitar a extradição de volta para Massachusetts por mais de três meses, até que um mandado foi emitido e ela retornou.

O caso ocorreu durante o cumprimento da ordem judicial de despejo contra um amigo de Woods que, segundo ela, tinha 80 anos e lutava contra um câncer. Na ocasião, agentes foram surpreendidos por uma caminhonete carregada com caixas de madeira repletas de abelhas.

Rebecca desceu do veículo e começou a levantar a tampa de uma pilha de colmeias. Ela afirmou em uma declaração judicial que sua intenção era deixar as abelhas vasculharem a “bela paisagem florida”, ao mesmo tempo em que protestava contra o despejo.

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Mas, no tumulto envolvendo as caixas restantes, algumas tombaram, liberando centenas de outras abelhas, que ferroaram agentes e outros funcionários do escritório do xerife várias vezes, incluindo um que sofreu picadas no rosto e na cabeça, e outro que foi hospitalizado.

— Isso foi diferente de qualquer coisa que nossa equipe já experimentou — disse o xerife do condado de Hampden, Nick Cocchi, em comunicado após o veredito. Woods, agora com 59 anos, já foi alvo de vários despejos, disse Saldarelli. A condenada defende pessoas prejudicadas por empréstimos predatórios esquemas que permitem que credores cobrem taxas de juros extremamente altas.

'Você é alérgico? Ótimo'

— Era realmente apenas uma esperança sincera de que ele não sofresse a humilhação e a devastação de passar por um despejo, de perder sua casa — disse a advogada no domingo.

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Enquanto Woods estava na casa, tentando atrasar o despejo, o proprietário havia ido à biblioteca pública usar um computador para solicitar uma suspensão emergencial da ordem. Em meio à confusão do confronto, Woods vestiu um traje de apicultor. Enquanto tentava mover mais colmeias em direção à casa, dois policiais a derrubaram, forçando-a ao chão para prendê-la, enquanto as abelhas se espalhavam pelo jardim da frente.

Quando foi informada de que alguns agentes eram alérgicos a abelhas, autoridades disseram que Woods respondeu: “Ah, você é alérgico? Ótimo.” Saldarelli, por sua vez, disse que “foi uma reação a ter o rosto pressionado contra o asfalto e ser empurrada e mantida ali”.

Autoridades afirmaram que a liberação das abelhas colocou os agentes e vizinhos em risco, especialmente aqueles com alergias graves. Milhares de abelhas morreram durante a cena caótica porque algumas colmeias caíram e esmagaram outros insetos e as próprias colônias. Além disso, as abelhas morrem após ferroar humanos.

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Os jurados absolveram Woods das sete acusações criminais mais graves que ela enfrentava e, em vez disso, a consideraram culpada por quatro acusações menores de agressão e lesão corporal e duas acusações de agressão imprudente. Saldarelli afirmou que Woods mantém sua inocência, apresentou um recurso, mas disse que Woods não aceita a condenação "de forma alguma".

A delegacia do xerife responsável pelo caso afirmou que Woods “acabou falhando em sua tentativa de impedir o despejo, que é uma questão determinada pelos tribunais — não pelo escritório do xerife”.

“Não aparecemos simplesmente para cumprir uma ordem”, disse Cocchi no comunicado. “Tentamos ajudar as pessoas a atravessar situações difíceis. Esse compromisso não muda, mesmo diante de algo como isso.” (Com The New York Times)