Mulher descobre câncer após efeito comum em voos não passar - QTU Questões do Universo

Mulher descobre câncer após efeito comum em voos não passar

Fonte: Bandeira da fonte

Era um simples voo para Chicago (Illinois, EUA), no ano passado, mas Aida Burkins, de 22 anos, não sabia que ele mudaria drasticamente a sua vida.
A sensação de ouvidos entupidos (provocada pela alteração rápida na pressão do ar dentro da cabine do avião), comum em voos, manteve-se mesmo após a aterrissagem.
E, estranhamente, continuou nos dias seguintes.
Quando Aida retornou para casa, em Hemet (Califórnia, EUA), sua condição física havia se deteriorado rapidamente, deixando-a sem entender o que estava acontecendo com ela, que tem dois filhos.
"Comecei a sangrar pela garganta.
O sangue só saía pelo nariz se eu me curvasse na altura do quadril em um ângulo de cerca de 90 graus", contou a americana à "Newsweek".
"Minha audição foi piorando cada vez mais.
Depois, comecei a sentir mais cansaço e a perder peso", emendou ela.
A partir daí, foi uma peregrinação a consultórios médicos e clínicas para variados exames.
As respostas eram genéricas e apontavam para algum efeito mais demorado da altitude.
Até que um médico finalmente descobriu a causa do sangramento: uma massa estava bloqueando sua tuba auditiva.
Ela foi imediatamente encaminhada a um otorrinolaringologista.
Um diagnóstico também revelou que suas adenoides estavam gravemente inflamadas e precisavam ser removidas.
Enquanto Burkins aguardava os resultados da biópsia, o lado esquerdo de sua garganta começou a inchar, obrigando-a a passar por uma segunda biópsia.
"O médico me disse que nunca tinha visto nada parecido com o que eu apresentava.
Ele não podia afirmar com certeza que era câncer, mas disse que o quadro era muito suspeito", relatou.
Tomografias revelaram um tumor extenso que se estendia por várias regiões, afetando os linfonodos cervicais próximos à base do crânio.
Em fevereiro, seu pior pesadelo se tornou realidade: ela foi diagnosticada com carcinoma de nasofaringe — um tipo raro de câncer de cabeça e pescoço que começa na nasofaringe, a parte superior da garganta localizada atrás do nariz e acima do fundo da boca.

"A única coisa em que conseguia pensar era em não poder ver meus filhos crescerem ou realizarem as coisas que desejam na vida.
Foi aterrorizante", desabafou Aida.
Nos meses seguintes ao diagnóstico, Burkins passou por quimioterapia e radioterapia, tratamentos que fizeram a massa cancerígena diminuir significativamente.
À medida que se aproxima da conclusão do tratamento contra o câncer, o maior desejo de Burkins é simples: ver seus filhos crescerem, totalmente livre da doença.