Mudança na aparência de Margot Robbie chama atenção nas redes: 'Alguém mais reparou no contorno do rosto?'
A aparição de Margot Robbie na Paris Fashion Week chamou atenção, não apenas pelo estilo do look, mas também pela mudança em sua aparência física. A atriz surgiu com aparência mais magra, o que gerou uma onda de comentários nas redes sociais sobre mudanças físicas recentes e levantou especulações sobre o uso de medicamentos para emagrecimento rápido, como o Ozempic.
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As imagens da atriz se espalharam rapidamente, dividindo opiniões. Enquanto parte do público elogiou o visual, outros questionaram se a transformação poderia estar relacionada à crescente popularidade das chamadas "canetas emagrecedoras", cada vez mais comentadas quando o tema é perda de peso acelerada entre celebridades.
"Alguém mais reparou no contorno do rosto dela? Ficou super diferente!", disse uma. "Sempre linda, mas essa mudança chamou atenção mesmo, todo mundo comentando", falou outra. "Adoro a Margot, mas parece que mudou muito… será que é tendência entre as famosas?", questionou uma terceira.
Margot Robbie apareceu mais magra na Paris Fashion Week 2026
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Mas especialistas alertam que a origem da mudança é secundária diante dos impactos que emagrecimentos muito rápidos podem ter na aparência facial. O cirurgião plástico facial Yuri Moresco explica que a distribuição de volume no rosto é determinante para a percepção de juventude.
"Muito do que entendemos como um rosto jovial é um rosto com volumes bem posicionados. Um rosto interessante de ser visto tem volumes no lugar certo. Por isso cresceram tanto os preenchimentos, porque eles recuperam o viço da pele e reposicionam volumes", afirma.
Segundo o especialista, quando o corpo perde peso de forma acelerada, a pele e as estruturas faciais nem sempre acompanham a mudança.
"O que acontece com o que estamos vendo hoje, com as canetas emagrecedoras como Ozempic ou Mounjaro, é um envelhecimento precoce da face. Existe uma perda de volume muito acentuada e muito rápida, e a pele não consegue acompanhar essa mudança", explica.
Essa redução de volume pode alterar significativamente o contorno do rosto. "Essa perda muito rápida de volume faz com que as estruturas profundas também não acompanhem, provocando esse derretimento da face, com queda das estruturas. Em alguns casos, o rosto pode ficar com um ar envelhecido e até esquelético, o que não é estético", destaca.
O médico lembra que fenômenos semelhantes já foram observados em outras épocas, quando procedimentos estéticos se tornaram tendência: "Há alguns anos tivemos algo parecido com o excesso de bichectomias. A retirada exagerada da gordura da bola de Bichat também provocou envelhecimento precoce em muitos pacientes."
Margot Robbie em 2025
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Além das mudanças visuais, a perda de peso acelerada pode afetar o funcionamento do organismo. Para o nutrólogo Rhuan Lopes, é fundamental avaliar qualquer redução rápida de peso com acompanhamento médico.
"Uma perda de peso muito rápida, principalmente quando acontece por meio de restrições alimentares intensas, precisa sempre ser avaliada com cautela do ponto de vista médico. Quando o organismo recebe uma quantidade muito menor de nutrientes do que precisa para funcionar adequadamente, ele entra em um estado de alerta metabólico", detalha.
Segundo ele, o emagrecimento acelerado nem sempre envolve apenas gordura corporal. "Inicialmente pode haver perda de peso visível, mas muitas vezes essa redução não acontece apenas na gordura corporal, mas também na massa muscular e até em reservas importantes de energia do corpo", observa.
Entre os efeitos que podem surgir estão sintomas físicos e alterações hormonais: "Dentre as consequências mais comuns estão fraqueza, queda de cabelo, alterações hormonais, perda de massa muscular, dificuldade de concentração e redução da imunidade. Em mulheres, é relativamente comum também ocorrer irregularidade menstrual ou até interrupção do ciclo quando há uma restrição alimentar prolongada ou muito severa."
Outro ponto de atenção é o chamado efeito rebote metabólico. "O corpo entende que está passando por um período de escassez e passa a economizar energia, reduzindo o gasto calórico. Isso pode dificultar a manutenção do peso no longo prazo e favorecer o reganho de peso quando a alimentação volta ao normal", conclui.
