Os casos de mpox no Rio de Janeiro chegaram a 211 em 2026, contra 119 durante todo o ano passado; saiba identificar os sinais da doença Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Os casos de mpox no Rio de Janeiro já superaram o total registrado durante todo o ano de 2025. Até 1º de novembro de 2026, o estado contabilizava 211 confirmações da doença, contra 119 no ano anterior, um aumento de aproximadamente 77%.
A infecção viral pode provocar febre, dores pelo corpo, ínguas e lesões na pele. Diante do crescimento dos registros, é importante conhecer os sintomas, entender como acontece a transmissão e saber quando procurar atendimento médico.
Dados da SES-RJ (Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro), atualizados em 27 de outubro, apontavam 211 casos confirmados, 371 descartados, 119 em investigação e sete prováveis. Nenhum óbito havia sido registrado.
Segundo informações do Observatório Epidemiológico municipal, a capital fluminense confirmou 74 infecções nos dois meses anteriores à publicação, contra dez no mesmo período de 2025. A SES-RJ informou que acompanha a evolução do cenário epidemiológico. A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. O compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas, roupas e lençóis, também pode transmitir o vírus.
O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias é outra possibilidade. O período entre a exposição e o início dos sintomas varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
A transmissão pode ocorrer desde o começo dos sintomas até a cicatrização completa das lesões. As lesões podem apresentar líquido transparente ou amarelado e evoluir para crostas que secam e caem.
Elas podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, nos órgãos genitais, no ânus e em outras partes do corpo. O Ministério da Saúde recomenda procurar uma unidade de saúde ao apresentar lesões na pele acompanhadas de febre ou ínguas.
Quem teve contato próximo com uma pessoa com suspeita ou confirmação da doença também deve buscar orientação. A atenção deve ser redobrada entre pessoas vivendo com HIV/aids, gestantes, transplantados, pacientes oncológicos, crianças e idosos, que podem apresentar maior risco de complicações.
Em caso de suspeita, é importante evitar contato próximo com outras pessoas até a avaliação médica. A confirmação da mpox é realizada por exame laboratorial molecular.
A coleta ocorre preferencialmente a partir da secreção das lesões. Quando elas já estão secas, as crostas podem ser utilizadas para análise.
Não existe medicamento específico aprovado para tratar a doença. O atendimento é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações.
A maioria dos casos apresenta melhora entre duas e quatro semanas. Sim.
A vacinação está disponível para grupos específicos, conforme os critérios do Ministério da Saúde e a disponibilidade de doses. A imunização pode ser indicada para profissionais de laboratório que trabalham com Orthopoxvirus e pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão.
Também pode ser recomendada após contato direto de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, mediante avaliação da vigilância em saúde. A vacina não é destinada indiscriminadamente a toda a população.
Leandra da Luz é repórter do Núcleo Nacional do ND Mais, onde atua na cobertura jornalística de política, justiça e economia no Brasil. Formada em jornalismo pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), iniciou sua trajetória na comunicação em 2023.
Tem experiência em reportagem, apuração, entrevistas e produção de conteúdo digital, com atuação em diferentes formatos jornalísticos e acompanhamento de temas de interesse público. Leia mais ▾
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