Mpox em alta no Rio: saiba sinais e formas de transmissão da doença

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Doença infecciosa causada pelo Mpox vírus (MPXV), a Mpox está em alta no estado do Rio de Janeiro. Já foram 211 casos da condição confirmados em 2026, segundo o Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs-RJ).

Durante todo o ano passado, esse número foi de 119. Na capital fluminense, foram confirmadas 74 infecções nos últimos dois meses.

A quantidade é cerca de sete vezes o número registrado no mesmo período de 2025, quando houve dez confirmações, segundo dados do Observatório Epidemiológico do município. A situação levou o ministro da saúde, Alexandre Padilha, a anunciar, no sábado, 31, um reforço no envio de vacinas contra a Mpox para o estado.

A transmissão da doença ocorre principalmente de pessoa para pessoa por meio de contato direto com as lesões ou erupções na pele da pessoa infectada. A condição também pode ser transmitida por meio de secreções corporais, como pus, saliva e sangue das feridas.

Objetos contaminados, incluindo roupas, toalhas, lençóis e utensílios, são uma terceira via de infecção. Outro caminho de circulação do vírus é o contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que pessoas com múltiplos parceiros sexuais apresentam maior risco de contrair MPox. A pessoa pode transmitir a doença desde o início dos sintomas até que todas as lesões cicatrizem completamente e uma nova camada de pele se forme.

De acordo com Padilha, o cenário atual, com 665 casos da doença no Brasil no ano, é “bem diferente do surto enfrentado em 2022”, quando o número de infecções pela doença chegou a quase 11 mil. Continua após a publicidade

Ele afirmou que a pasta mantém “vigilância ativa” em conjunto com estados e municípios. “A vacinação permanece direcionada aos grupos recomendados”.

Conheça os sintomas da Mpox O período de incubação (tempo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas) da Mpox varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem: Continua após a publicidade

Erupções cutâneas ou lesões de pele; Linfonodos inchados (ínguas);

Febre; Dor de cabeça;

Dores no corpo; Calafrio;

Fraqueza. Segundo a OMS, as lesões na pele geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo, atingindo as palmas das mãos e as solas dos pés.

Também podem surgir em outras partes do corpo que tiveram contato com o vírus, como os genitais. As feridas começam planas e, aos poucos, se transformam em bolhas cheias de líquido que podem causar coceira ou dor. Algumas pessoas podem ter uma ou poucas lesões de pele, enquanto outras desenvolvem centenas ou mais.

Continua após a publicidade À medida que a erupção cicatriza, as lesões secam, formam crostas e caem.

Tratamento e vacinação O objetivo do tratamento da mpox é cuidar das lesões de pele, controlar a dor e prevenir complicações.

A maioria das pessoas se recupera em 2 a 4 semanas. A vacinação contra a doença pode ajudar a prevenir a infecção (profilaxia pré-exposição).

Ela é recomendada para pessoas com alto risco de contrair a doença, especialmente durante um surto, afirma a OMS. Continua após a publicidade

Segundo o órgão, os grupos que podem apresentar alto risco de desenvolver a condição e para os quais é recomendada a imunização são: Profissionais de saúde e de assistência social em risco de exposição;

Pessoas que moram na mesma casa ou fazem parte da comunidade próxima de alguém que tem Mpox, incluindo crianças; Pessoas que têm múltiplos parceiros sexuais, incluindo homens que fazem sexo com homens; e

Profissionais do sexo de qualquer gênero e seus clientes. Ainda segundo a OMS, a vacina também pode ser administrada após uma pessoa ter tido contato com alguém infectado com mpox (profilaxia pós-exposição).

Nesses casos, ela deve ser aplicada em até quatro dias após o contato com a pessoa infectada. Continua após a publicidade

Quando procurar atendimento O Ministério da Saúde recomenda procurar atendimento no caso de a pessoa:

Apresentar lesões na pele associadas a febre ou ínguas; Ter tido contato próximo com caso suspeito ou confirmado;

Pertencer a um grupo com maior risco de complicações: pessoas vivendo com HIV/aids, gestantes, transplantados, pacientes oncológicos, crianças e idosos. Segundo a OMS, o estigma e a discriminação relacionados à Mpox podem prejudicar os esforços de saúde pública ou prolongar um surto da doença, uma vez que as pessoas podem ficar mais relutantes em procurar atendimento e tratamento.

“No caso da MPox, o estigma, a discriminação e o racismo têm sido particularmente direcionados contra as comunidades inicialmente mais afetadas pela doença, nomeadamente homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e comunidades com diversidade de gênero”, alerta o órgão em página com informações sobre a doença.

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Publicação Original Notícias Veja veja.abril.com.br
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