MP-RJ denuncia Marcinho VP, traficantes e familiares, entre eles Oruam, por lavagem de dinheiro e organização criminosa
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou à Justiça nesta sexta-feira o traficante Márcio Santos Nepumuceno, o Marcinho VP, sua mulher, Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, o Oruam, e outras nove pessoas por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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A Polícia Civil realizou uma operação nesta quarta-feira para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra os denunciados.
Segundo a 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, o grupo atua no “branqueamento” de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em comunidades cariocas. As investigações também apontam que Marcinho VP ainda exerce relevante influência hierárquica na facção criminosa "Comando Vermelho", coordenando recursos financeiros e estratégias para a expansão da organização criminosa, mesmo estando preso há mais de 20 anos.
Atribuições no esquema
Segundo os promotores, a principal responsável pela gestão financeira do esquema era Marcia Nepomuceno. As investigações indicam que ela recebia regularmente dinheiro em espécie de integrantes da facção, entre eles Edgar Alves de Andrade, o Doca; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; e Luciano Martiniano, o Pezão.
Ainda conforme a denúncia, para ocultar o patrimônio ilícito, Marcia teria adquirido e administrado estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas.
Já Oruam, de acordo com as investigações, era beneficiário direto do esquema. De acordo com a ação penal, ele recebia recursos ilícitos e utilizava a carreira musical para dissimular valores obtidos nas atividades criminosas. A denúncia afirma que o artista recebeu dinheiro de traficantes como Doca e Pezão para despesas pessoais, viagens, festas e investimentos.
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Reprodução
De acordo com a denúncia, a gestora financeira do grupo é Marcia Nepomuceno. As investigações apontam que ela recebia regularmente dinheiro em espécie de outros traficantes do Comando Vermelho, entre eles Edgar Alves de Andrade, o Doca; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; e Luciano Martiniano, vulgo Pezão. Para ocultar o patrimônio, ainda segundo a denúncia, Marcia Nepomuceno adquiriu e administrava estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas. A promotoria ressalta que Oruam era beneficiário direto, uma vez que recebia dinheiro ilícito e se utilizava da carreira musical para dissimular o dinheiro obtido nas atividades criminosas da organização.
Lucas Nepomuceno integraria o núcleo familiar, encarregado de intermediar ordens e auxiliar na gestão de ativos. Já Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza, o Magrão, e Jeferson Lima Assis comporiam o núcleo de suporte operacional, atuando na lavagem de dinheiro e como testas de ferro.
No núcleo de liderança operacional estariam Doca, Abelha, Pezão, 2D e Sam, apontados como responsáveis pela atuação nas comunidades, incluindo o tráfico de drogas, e pelo repasse de parte dos valores arrecadados ao núcleo familiar.
