MP-RJ cobra preservação de imagens das câmeras corporais de PMs envolvidos na morte de empresário
O Ministério Público do Rio pediu acesso ao registro de ocorrência e cobrou da PM a preservação de imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, baleado nesta quarta-feira (22) durante uma abordagem policial na Pavuna, na Zona Norte do Rio. O objetivo é avaliar se há elementos suficientes para a abertura de uma investigação formal contra os PMs, que foram presos pelo crime.
O órgão informou que foi comunicado da ocorrência pelo plantão de monitoramento da ADPF 635, conhecida como "ADPF das favelas". A partir disso, o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) instaurou uma Notícia de Fato, procedimento inicial para apurar o caso.
Além das imagens das câmeras corporais e da viatura, o MP também requisitou acesso a registros de câmeras de segurança da prefeitura.
Promotores e peritos da Divisão de Evidências Digitais e Tecnológicas acompanharam a necropsia do corpo nesta quarta-feira e elaboraram um relatório técnico independente. Equipes do órgão também estiveram no local do crime para realizar perícia.
O empresário será enterrado às 16h15 desta quinta-feira (23), no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio. Daniel foi morto na madrugada de quarta-feira (22), após o carro em que estava ser atingido por mais de 20 tiros. Ele voltava de um pagode com três amigos quando foi baleado. Os outros ocupantes do veículo não se feriram.
A família afirma que os disparos partiram de policiais militares. A Corregedoria da PM prendeu dois agentes envolvidos no caso. Segundo a corporação, a decisão foi tomada após a análise de imagens de câmeras corporais, que levantaram a suspeita de homicídio doloso - quando há intenção de matar. Os nomes dos policiais não foram divulgados.
Testemunhas relataram que os agentes podem ter confundido o carro da vítima, uma picape avaliada em cerca de R$ 200 mil, com o de criminosos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios, que apreendeu as armas dos policiais envolvidos.
O inquérito segue sob responsabilidade da 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio. Já a 2ª Promotoria junto à Auditoria da Justiça Militar acompanha o inquérito policial militar instaurado pela Corregedoria da PM.
Daniel era dono de uma loja de produtos eletrônicos na região e deixa mulher e uma filha.
