Move Brasil: Lula amplia programa para financiar também compra de ônibus
O governo Lula vai ampliar o Move Brasil, que antes só financiava a compra de caminhões, conforme anunciou nesta quinta-feira (dia 30). O programa passa a incluir também o financiamento de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários (como reboques e carrocerias, por exemplo), aumentando o seu público-alvo e o volume de recursos disponíveis, como antecipou o colunista do GLOBO Fabio Graner. Esta é mais uma benesse que entra em vigor no ano eleitoral.
O BNDES vai operacionalizar a linha de financiamento, que terá orçamento de R$ 21,2 bilhões, sendo R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões em recursos adicionais do banco. O valor máximo financiável por beneficiário é de até R$ 50 milhões.
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O Move Brasil tem taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, abaixo da Selic, hoje em 14,50% ao ano.
São beneficiário os transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas de transporte rodoviário de cargas, e empresários individuais ou pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas ou de passageiros.
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Os recursos só poderão ser usados na aquisição de veículos de fabricação nacional que atendam às regras de conteúdo local do BNDES. No caso de específico de caminhoneiros autônomos e cooperativados, a medida provisória (MP) permite não apenas a aquisição de veículos novos, mas também de seminovos.
A MP também beneficia especialmente os transportadores autônomos. O prazo máximo de pagamento será de até 10 anos (o dobro do prazo previsto na linha lançada na primeira etapa do programa) e de seis para 12 meses de carência, propostas que serão avaliadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O volume de recursos reservado exclusivamente aos autônomos será de R$ 2 bilhões, o dobro do valor disponível em 2025.
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Os R$ 10 bilhões iniciais do Move Brasil, disponibilizados a partir de janeiro de 2026 com juros abaixo dos de mercado, foram consumidos em dois meses, totalizando mais de 8 mil operações de compra de caminhões novos em todas as regiões do Brasil, por caminhoneiros autônomos, cooperativados e frotistas.
