Move Brasil: crédito para motoristas de app e táxi patina, e governo já prevê emprestar menos de um terço do previsto

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A reunião feita ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir os programas de financiamentos para aquisições de carros para motoristas de aplicativos e taxistas, no âmbito do programa Move Brasil, ocorreu em um contexto de elevado pessimismo interno sobre os montantes que serão efetivamente emprestados.

Interlocutores ouvidos pelo GLOBO apontam que, apesar dos R$ 30 bilhões de linha de crédito disponibilizados pelo governo, o cenário mais otimista é que sejam tomados em empréstimos cerca de um terço desse valor.

Move Brasil: qual carro cabe no seu bolso? Calculadora do GLOBO simula parcela de cada modelo para motoristas de app e táxi Passo a passo: Veja como pedir financiamento de carro para motorista de aplicativo e táxi Na avaliação mais realista, as contratações ficariam entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, algo como o dobro do que foi efetivado desde maio, quando a linha de crédito foi criada e logo foi apontada como mais um item para a vitrine eleitoral da campanha de Lula à reeleição.

Após a reunião de ontem com seus auxiliares, o presidente Lula criticou os bancos, que estariam criando dificuldades para conceder os empréstimos, mesmo contando com garantia federal para uma parcela das operações.

Desenrola 2.0: ministro da Fazenda confirma prorrogação até 31 de agosto do programa, que já renegociou R$ 22 bi em dívidas Essa versão de linha de crédito incentivada para a compra de carrosnão tem grandes entusiastas no governo e seu fraco desempenho de certa forma serve de alento para as alas que achavam a ideia ruim. O mesmo vale para a linha voltada para a compra de motos e bicicletas para entregadores. Há uma leitura de que houve necessidade política de se fazer algo para o público de motoristas de aplicativos, mas também um reconhecimento de uma parcela do governo de que esse dinheiro poderia ser melhor aplicado.

Os problemas desse programa surgiram no seu nascedouro. A ideia não veio da equipe econômica e sim da Secretaria de Comunicação da Presidência, que queria um programa para atender um público no qual o governo tem sido mal avaliado nas pesquisas de opinião. Durante sua gestação, os embates internos foram significativos até que o desenho que veio a público foi finalizado.

Crédito incentivado: Veja quais bancos vão financiar carros para motoristas de aplicativo e taxistas O ritmo fraco dos empréstimos também está servindo de argumento para a equipe econômica defender que o impacto econômico dessas medidas é irrelevante, neutralizando as críticas de que estaria atuando na contramão do Banco Central — que contrai o crédito com juros altos para controlar a inflação.

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