'Moussy' e 'Flor de Belém': livro revela como relacionamentos amorosos marcaram a vida e a obra de Manuel Bandeira
No fim dos anos 1990, a pesquisadora Elvia Bezerra fazia natação no Hotel Glória, no Rio de Janeiro. Certo dia, conversando com uma colega depois da aula, comentou que havia publicado um livro sobre Manuel Bandeira, “A trinca do Curvelo”, que reconstitui as vivências do poeta, do escritor Ribeiro Couto e da psiquiatra Nise da Silveira, que foram vizinhos no bairro de Santa Teresa, na zona central da cidade. “Eu conheci Manuel Bandeira”, revelou a mulher, que era paraense e se chamava Luci Soares. Dias depois, ela disse a Elvia que estava lendo o livro e a convidou para um café. Entregou-lhe um envelope com bilhetinhos atrevidos e poemas que Bandeira escrevera para ela entre 1964 e 1966, quando foi seu professor na Faculdade Nacional de Filosofia. Num dos poemas, ele até desiste de ir-se embora para Pasárgada: “Quis um dia ir a Pasárgada/ Só para ter em meio leito/ A mulher que tanto quis/ Mas hoje não quero mais./ Pois só a ti quero agora.” Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
