Motorista disse que direção travou e freio falhou antes de atropelamento que matou filha de diplomatas em Ipanema
O registro de ocorrência da Polícia Civil sobre o atropelamento que terminou com a morte de Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, em Ipanema, no último sábado, aponta que o motorista da van afirmou a policiais militares que a direção do veículo travou e que o freio não funcionou antes do acidente. As informações constam no reegistro de ocorrência da 14ª DP (Leblon).
Segundo o documento, o acidente ocorreu na esquina das ruas Vinícius de Moraes com Visconde de Pirajá, em frente a uma loja de fast food. Três pessoas foram atingidas pelo veículo e levadas para o Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul.
No relato registrado pela Polícia Civil, o sargento que atendeu o caso afirmou que conversou com o motorista Lucas Leandro do Espírito Santo Marques no local do acidente. Segundo o policial, o condutor relatou “que o veículo que ele estava conduzindo travou a direção e que o freio não funcionou”, além de afirmar que aquele veículo é elétrico.
Ainda de acordo com o registro, o policial militar observou a ausência de marcas de freio no local, além de relatar que fotografou a cena do acidente.
Na prévia da ocorrência da PM, registrada às 2h45 do último domingo, o motorista voltou a relatar a mesma versão. De acordo com o documento, Lucas afirmou à guarnição que trafegava pela Visconde de Pirajá e, ao mudar de faixa, “o volante da sua van de mercadoria de entrega travou, freio não funcionou e subiu na calçada pegando as três vítimas”.
A ocorrência também informa que o veículo envolvido trata-se de uma JAC branca, utilizada para entregas de mercadorias. O automóvel foi apreendido para perícia na 14ª DP. O registro aponta ainda que o motorista “não apresentava nenhuma alteração” e que colaborou com os policiais no local.
Entre as vítimas atingidas estavam Mariana Tanaka Abdul Hak, que foi socorrida em estado grave, a mãe dela, Ana Patrícia Neves Tanaka Abdul Hak, e Sergio da Costa Luiz. O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal culposa. A investigação está sob responsabilidade da 14ª DP (Leblon).
