O Moto G Max é o celular intermediário mais avançado da linha Moto G, com foco em custo-benefício.
Para atrair o consumidor em um mercado tão disputado, ele aposta na combinação entre câmera principal de alta resolução, design resistente, tela AMOLED brilhante e de alta frequência e bateria de longa duração com carregamento rápido.
Lançado por R$ 2.799 e já encontrado por menos de R$ 2.100, o smartphone agrada justamente nesses aspectos.
Por outro lado, faz alguns sacrifícios na ficha técnica.
Um deles é o processador MediaTek Dimensity 6400, que dá conta das tarefas do dia a dia, mas apresenta limitações em jogos mais pesados e fica bem aquém de concorrentes em testes de benchmark.
Testei o celular por 15 dias e conto, nas próximas linhas, se vale a pena investir no smartphone da Motorola.
Confira.
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Moto G Max acerta em tela e câmeras, mas peca em desempenho
Ana Loubak/TechTudo
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Review Moto G Max: celular acerta em tela e câmeras, mas peca em desempenho
Veja os tópicos tratados neste review do Moto G Max.
Ficha técnica do Moto G Max
Design e cores ⭐⭐⭐⭐⭐
Tela e som ⭐⭐⭐⭐
Câmera ⭐⭐⭐⭐
Desempenho ⭐⭐⭐
Bateria e carregamento ⭐⭐⭐⭐
Sistema e recursos extras ⭐⭐⭐
Moto G Max vale a pena?
Ficha técnica do Moto G Max
Tamanho da tela: 6,8 polegadas
Resolução da tela: 1272 x 2772 (1,5K Super HD)
Painel da tela: Extreme AMOLED
Câmera traseira: 200 MP + 8 MP
Câmera frontal: 32 MP
Sistema: Android 16
Processador: MediaTek Dimensity 6400
Memória RAM: 8 GB
Armazenamento: 256 GB
Bateria: 5.200 mAh
Peso: 183 gramas
Dimensões: 164,58 x 77,37 x 7,38 mm
Cores: grafite e Azul
Lançamento: maio de 2026 (Brasil)
Preço de lançamento: R$ 2.799
Design ⭐⭐⭐⭐⭐
Disponível nas cores grafite e verde, o Moto G Max tem moldura em plástico e traseira em polímero de silicone, mas com um acabamento que lembra bastante o couro.
Além de dificultar o aparecimento de marcas de dedo na traseira, o material ainda ajuda na firmeza da pegada, já que a leve aspereza no toque não deixa o celular deslizar da mão com tanta facilidade.
Com peso de 183 gramas e dimensões de 164,58 x 77,37 x 7,38 mm, o Moto G Max é um celular confortável de usar, apesar da tela avantajada de 6,8 polegadas.
As bordas arredondadas facilitam o manuseio, e peso leve facilita sessões de uso contínuo com uma mão só.
Traseira do Moto G Max tem acabamento que remete ao couro
Ana Loubak/TechTudo
O celular da Motorola ainda é resistente: tem certificação IP68/IP69, que o permite suportar jatos d'água de alta pressão e submersão em até 1,5 metro de água doce, e proteção de tela com vidro Gorilla Glass 7i, que promete resistência a quedas de até um metro de altura em superfícies que imitam asfalto.
Durante os testes, deixei o celular cair, e ele não registrou um risco sequer.
Tela e som ⭐⭐⭐⭐
Com tamanho de 6,8 polegadas, tecnologia Extreme AMOLED e resolução 1,5K — melhor que Full HD, mas abaixo do 4K —, o Moto G Max entrega imagens vívidas e nítidas, com riqueza de detalhes.
Além disso, a frequência de 120 Hz torna a movimentação em vídeos e jogos mais suave e fluida.
Outra vantagem é o máximo de 5.000 nits, que garante ótima visibilidade para usar a tela em ambientes muito claros ou debaixo do sol forte.
Mas é preciso ter atenção e deixar o brilho configurado no automático, para não sofrer com o excesso de luminosidade quando voltar para ambientes internos.
Isso aconteceu comigo durante os testes.
Tela do Moto G Max tem tecnologia Extreme AMOLED
Ana Loubak/TechTudo
Um recurso extra interessante da tela é o Smart Water Touch 2.0, tecnologia que facilita o uso do celular mesmo quando há respingos de água na tela.
A funcionalidade realmente cumpre o que promete: pude continuar mexendo no aparelho como se a tela estivesse seca.
No quesito som, os alto-falantes estéreo com Dolby Atmos prometem som 3D envolvente e podem, de fato, alcançar um alto nível de volume.
Acontece que a distorção quando o volume está perto do máximo é evidente, o que evidencia ruídos.
Por outro lado, o Moto G Max é compatível com dispositivos que têm áudio Hi-Res, melhorando a qualidade do som ao utilizar fones de ouvido ou caixas de som com a tecnologia, como é o caso do JBL Tour One M3 Smart TX.
Câmera ⭐⭐⭐⭐
O Moto G Max chama a atenção pela presença de uma câmera principal de 200 megapixels (MP).
Além disso, traz uma lente ultrawide de 8 MP, para fotos em ângulos mais abertos, e uma câmera frontal de 32 MP.
Veja abaixo as especificações completas do sistema.
Lente principal traseira: 200 MP, abertura f/1,8, OIS
Lente ultrawide: 8 MP, abertura f/2,2, lente 120°
Lente frontal: 32 MP, abertura f/2,2
Vídeo: suporte para gravação em 2K a 30 fps na câmera principal; Full HD a 30 fps na frontal.
Veja as fotos tiradas com as câmeras do Moto G Max
As câmeras do Moto G Maxy entregam excelente nitidez em fotos diurnas, principalmente no modo de alta resolução, que aproveita os 200 MP da lente principal.
Isso vale, inclusive, para áreas de sombra, cujos detalhes conseguem ser preservados graças ao bom HDR.
A reprodução de cores também é fiel.
Foto tirada de perto e de dia com a lente principal do Moto G Max
Filipe Salles/TechTudo
Já nas fotos noturnas, o HDR da câmera principal do Moto G Max não consegue equilibrar bem as áreas claras e escuras.
As partes iluminadas ficam nítidas e detalhadas, enquanto as sombras perdem bastante definição.
Apesar disso, as fontes de luz não apresentam aspecto estourado.
Foto de objeto próximo tirada à noite com a lente principal do Moto G Max
Filipe Salles/TechTudo
Foto panorâmica tirada à noite com a lente principal do Moto G Max
Filipe Salles/TechTudo
Como esperado, a câmera ultrawide de 8 MP do Moto G Max entrega menos detalhes que a principal, característica comum a sensores com menor resolução.
Em contrapartida, o campo de visão mais amplo permite registrar uma área maior da cena.
Durante o dia, com boa iluminação natural, a lente produziu fotos nítidas e com bom contraste.
À noite, o ruído e a perda de detalhes se tornam evidentes.
Foto panorâmica tirada de dia com a lente ultrawide do Moto G Max
Filipe Salles/TechTudo
Foto tirada à noite com a câmera ultrawide do Moto G Max
Filipe Salles/TechTudo
A câmera frontal é um dos destaques do Moto G Max.
Nos testes, ela entregou selfies com boa nitidez e reprodução de cores, superiores às de outros celulares intermediários que testei, como o Poco X8 Pro.
Por outro lado, é preciso ter cuidado em situações de iluminação intensa.
Ao tirar as selfies em um dia ensolarado, áreas mais claras do fundo perderam detalhes e ficaram estouradas.
Selfie tirada de dia com o Moto G Max
Filipe Salles/TechTudo
À noite, a lente frontal continua entregando fotos nítidas e detalhadas, mesmo em condições de iluminação reduzida ou artificial.
As cores também são bem reproduzidas e próximas da realidade.
Há certa perda de nitidez no fundo, algo comum em selfies, mas um ponto positivo é que as fontes de luz não ficam estouradas nas fotos.
Selfie tirada com a câmera frontal do Moto G Max à noite
Filipe Salles/TechTudo
Para a gravação de vídeos, o Moto G Max registra imagens em até 2K a 30 frames por segundo (fps) com a câmera traseira.
A resolução superior ao Full HD proporciona vídeos nítidos em condições de boa iluminação, embora a taxa de 30 quadros por segundo limite a fluidez dos movimentos.
O microfone também capta ruídos de fundo, mas em volume bem menor que o ambiente real.
Outro destaque é a estabilização óptica, que reduz bem as tremidas e torna a câmera traseira uma boa opção para gravações em movimento.
Com a câmera frontal, que grava em Full HD a 30 fps, os vídeos também apresentam boa nitidez, mas o alcance dinâmico não é dos melhores: as áreas menos iluminadas perdem bastante detalhes.
Além disso, a lente frontal não conta com estabilização óptica, o que resulta em vídeos menos estáveis durante movimentos.
Desempenho ⭐⭐⭐
O Moto G Max vem com processador MediaTek Dimensity 6400, combinado com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento — configuração comum em modelos com foco em custo-benefício.
No dia a dia, usando aplicativos como Instagram, WhatsApp, LinkedIn e Gmail, não notei lentidão ou travamentos.
O mesmo aconteceu com jogos leves, como Free Fire, que rodou bem mesmo nas configurações gráficas máximas.
Também consegui jogar títulos mais demandantes, como FIFA Heroes, embora tenha observado certa lentidão nos menus.
Em jogos mais pesados, era normal perceber um pouco de lentidão e alguns pequenos travamentos na experiência.
Como o recém-lançado Pokémon Champions é um jogo por turnos, foi possível jogar e se divertir, mesmo que com ressalvas.
Mas vale o alerta: com jogos exigentes de ação, como Genshin Impact, fica um pouco mais difícil aproveitar o celular.
Conjunto de câmeras do Moto G Max tem sensor principal de 200 MP
Ana Loubak/TechTudo
Tanto o Moto G Max quanto seu processador MediaTek Dimensity 6400 não aparecem no ranking do AnTuTu de julho de 2026.
Entretanto, ao rodar o respectivo aplicativo de benchmark no celular, ele marcou 592.414 pontos.
O valor o posiciona abaixo do Moto G56 (656.857), opção da própria marca com valor mais competitivo, e Galaxy A17 5G (608.174), modelo do segmento básico que também custa bem menos.
Nos meus testes com o celular da Samsung, inclusive, fui positivamente surpreendido pela performance do smartphone.
Bateria e carregamento ⭐⭐⭐⭐
Com capacidade de 5200 mAh, próximo ao visto em celulares da Samsung, testei usando o Moto G Max em diversas situações, registrando o tempo de cada atividade.
Dessa forma, pude entender quanto tempo levava para o celular ir dos 100% aos 0%.
Vale mencionar que os tempos são intervalados.
Por exemplo, eu usei o celular para jogar por uma hora e 20 minutos.
Isso não significa necessariamente que esse foi o período completo de uso, mas que pode também ter sido em mais de uma sessão.
Por exemplo, duas sessões de 40 minutos.
Abaixo, veja como foi a distribuição de tempo e o respectivo consumo de bateria que a atividade gerou:
1 hora e 20 minutos de jogo: consumo de 13%
5 horas assistindo a vídeos online: consumo de 32%
2 horas e 50 minutos em apps de mensagens e redes sociais: consumo de 26%
4 horas e 30 minutos ouvindo música, com a tela desligada: consumo de 10%
Somados, 15 horas e 40 minutos em atividade no celular: consumo de 77%
40 horas de inatividade: consumo de 23%
Entrada para carregamento do Moto G Max é do tipo USB-C
Ana Loubak/TechTudo
No total, o celular levou quase 56 horas, totalizando dois dias e oito horas para descarregar completamente.
Vale ressaltar, porém, que essa autonomia pode variar conforme os seus próprios padrões de uso.
O Moto G Max vem acompanhado de um carregador de 33W, comum também em alguns modelos da Xiaomi.
Com essa potência, o celular levou uma hora e 15 minutos para ir dos 0% aos 100%.
Ou seja, carregar o celular por uns 45 minutos já deve ser o suficiente para que ele tenha boa autonomia no dia.
Sistema e recursos ⭐⭐⭐
O Moto G Max chegou ao mercado com Android 16 sob a interface Hello UI, própria da Motorola.
A interface é fluída e fácil de usar, especialmente se você já tiver costume usando celulares Android, mesmo que com personalizações OneUI (Samsung) ou HyperOS (Xiaomi).
As diferenças são sutis e pouco perceptíveis na comparação.
Meu único estranhamento foi o posicionamento dos botões inferiores, invertido em relação ao padrão visto em modelos da Samsung, com os quais estou mais acostumado.
Prepare-se para confundir o botão de retorno com o de janelas com alguma frequência, caso esteja migrando de marca.
Tela inicial do Moto G Max, com interface HelloUI
Ana Loubak/TechTudo
A Motorola promete três atualizações de sistema, até o Android 19, e atualizações de segurança até junho de 2030.
Embora a transparência seja bem-vinda, o tempo de suporte é mais baixo, especialmente diante de concorrentes como a Samsung, que oferece seis anos de atualizações para seus intermediários.
Moto G Max vale a pena?
O Moto G Max é um celular com câmeras competentes, tela de qualidade e boa autonomia de bateria.
Por outro lado, peca pelo desempenho, que fica abaixo de modelos na mesma faixa de preço — ou até mais baratos.
Na data de publicação deste review, o smartphone, lançado por R$ 2.799, pode ser encontrado por a partir de R$ 2.069 na Amazon.
Nessa faixa de preço, o Moto G Max é uma compra não muito interessante.
Na nossa visão, ele faria sentido apenas entre R$ 1.500 - R$ 1.600.
Investindo um pouco mais, é possível adquirir modelos como o Galaxy A57 (8 GB + 256 GB, R$ 2.552), da Samsung.
Avaliado com 4,6 estrelas no review do TechTudo, o celular entrega fotos consistentes, bateria (5.000 mAh) com boa autonomia e tela de qualidade, além de suporte de software (6 anos) e desempenho (1.377.665 pontos no AnTuTu) superiores.
Para quem quer ficar abaixo da faixa de R$ 2 mil, há opções no próprio catálogo da Motorola.
O Moto G56, por exemplo, sai por a partir de R$ 1.439 — R$ 630 a menos.
Com desempenho superior, bateria de igual capacidade (5.200 mAh) e conjunto de câmeras similar, ele compromete a tecnologia de tela, que usa painel IPS LCD.
Prós e contras do Moto G Max
Nota geral: 3,8 de 5 estrelas ⭐
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Nota de transparência: o TechTudo mantém uma parceria comercial com lojas parceiras.
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Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques.
Os valores indicados no texto são referentes ao mês de agosto de 2026.
