Mortes por doenças cardiovasculares devem aumentar em 10% no Brasil até 2030, estima Sociedade de Cardiologia

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O número de mortes por doenças cardiovasculares no Brasil poderá aumentar 10,8% até 2030, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Caso a tendência observada nas últimas duas décadas seja mantida, o total de óbitos deve passar de 417.550, em 2024, para 462.573. O dado faz parte do novo Hub de Doenças Cardiovasculares, lançado pela entidade em parceria com a World Heart Federation (WHF). 'Descansar não é perder tempo': Como saber relaxar aumenta a produtividade no trabalho Veja também: Gêmeos siameses equatorianos morrem aos 27 anos na Colômbia A projeção foi divulgada em um momento em que as doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no país. Segundo o Cardiômetro, ferramenta da SBC que passou a integrar a nova plataforma, uma pessoa morreu a cada 72 segundos por esse tipo de doença em 2026. Até 16 de outubro, haviam sido registradas 318.945 mortes, média de 1.194 óbitos por dia ou cerca de 50 por hora. O Hub reúne séries históricas de mortalidade observadas entre 2000 e 2024 e projeções para os próximos anos. A plataforma utiliza dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, além de estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Para o cálculo das taxas de mortalidade, também são consideradas estimativas populacionais do DataSUS produzidas a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Projeção depende de tendências atuais O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, ressalta que a estimativa para 2030 representa um cenário provável caso as tendências atuais sejam mantidas. — A previsão não determina exatamente qual será o patamar em 2030, principalmente se houver mudanças significativas na prevalência de fatores de risco, na ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento e na implantação de políticas públicas de prevenção — afirma. Mortes por doenças cardiovasculares devem crescer 10% até 2030, estima Sociedade Brasileira de Cardiologia Magnific (Freepik) Apesar da projeção de crescimento no número absoluto de mortes, a taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares caiu nas últimas duas décadas. Em 2024, foram registrados 195 óbitos por 100 mil habitantes, uma redução de 36% em relação aos anos 2000, quando o índice era de 306,4 mortes por 100 mil habitantes. Segundo a SBC, medidas como o controle da hipertensão e do diabetes, a redução do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo e o atendimento rápido de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) podem ajudar a mudar essa trajetória. Diferenças entre estados Os indicadores também variam entre os estados brasileiros. Alagoas apresenta a maior taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Amapá, com 225,1, e Mato Grosso do Sul, com 220,4. Apresentado na abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia, o Hub concentra dados epidemiológicos sobre as principais doenças cardiovasculares no país. A ferramenta permite consultar números absolutos, taxas de mortalidade, séries históricas e estimativas, além de comparações por estado, sexo e faixa etária. A proposta é facilitar o acesso a informações sobre saúde cardiovascular para pesquisadores, profissionais de saúde, gestores públicos, jornalistas e outros interessados.

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