Morte em piscina: Defesa de donos de academia tenta revogar pedido de prisão
A defesa dos donos da academia C4 Gym entrou na Justiça para tentar revogar o pedido de prisão temporária de seus clientes. Os sócios Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração foram indiciados nesta quarta-feira (11) por homicídio com dolo eventual. Segundo os advogados, eles estão “colaborando com o bom desenvolvimento das investigações”.
Produtos químicos eram manipulados minutos antes de morte em piscina de academia; veja vídeo
Morte em piscina: polícia confirma sexta vítima, e MP anuncia que ampliará investigação para toda a rede de academias
A Polícia Civil solicitou, na tarde desta quarta-feira, a prisão temporária dos sócios da academia, localizada na Zona Leste de São Paulo. O pedido foi feito após alunos sofrerem uma grave intoxicação durante uma aula de natação, episódio que resultou na morte de uma professora de 27 anos.
Três vítimas permanecem internadas. Entre elas está Vinícius de Oliveira, marido de Juliana Faustino Bassetto, que morreu após inalar o gás tóxico liberado na piscina. Ele estava com a mulher no momento do incidente. Apesar de ainda estar em estado grave, apresenta evolução positiva. Segundo relato do irmão, Vinícius está acordado, consciente, foi entubado e já tem conhecimento do que aconteceu.
Trocas de mensagens obtidas pela Polícia Civil indicam que o manobrista Severino Silva, de 43 anos, conversou com um dos responsáveis pela academia após o incidente. No dia seguinte ao episódio, um dos sócios orientou o funcionário a sair de casa e pediu “paciência” ao ser informado sobre a intoxicação dos alunos.
“Vai, sai de casa que a polícia está batendo na porta de todo mundo”, escreveu um dos sócios a Severino, segundo depoimento obtido pela TV Globo.
Segundo o funcionário, ele realizava o procedimento de limpeza da piscina seguindo orientações enviadas por WhatsApp por um dos sócios. Severino trabalha no estabelecimento há cerca de três anos como ajudante-geral.
Segundo seu relato, ele misturava o produto químico e deixava o balde na borda da piscina. A aplicação na água, ao fim do dia, seria feita pelos professores. A Polícia Civil afirma que há indícios de crime e trabalha agora para individualizar as condutas e definir a responsabilidade de cada envolvido.
Câmera de segurança registrou momento em que a professora passa mal após sair da piscina
No domingo, a C4 Gym se manifestou sobre o caso nas redes sociais. “Seguimos acompanhando de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e também prestando todo o apoio possível. Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes”, informou a empresa, em nota.
