A morte de Zélia Amador teve repercussão nacional. Artistas, políticos, autoriades públicas, amigos e admiradores de sua trajetória acadêmica e da militância social em defesa do povo negro, se manifestaram, de várias cidades brasileuiras, com profundo pesar pela sua partida.
Sites nacionais como o Alma Preta e o Mídia Ninja lamentaram publicamente a morte de Zélia Amador de Deus, nesta terça-feira (8). Em suas redes sociais e plataformas de comunicação, as páginas divulgaram textos ressaltando a perda de "grande personalidade".
A escritora paulista Djamila Ribeiro também usou as redes sociais em homenagem à professora. Ela lembrou que esteve com Zélia, em Belém, há duas semanas, em um momento descontraído durante um café da manhã.
“Levei flores da cor de Nanã, sua Orixá, tomei sua bênção. Sem saber, foi nossa despedida”, escreveu Djamila, que disse ter escrito duas colunas em homenagem à Zélia, na Folha de S.Paulo. O primeiro texto saiu em 2019, e o segundo poucos dias do falecimento da professora, em 27 de agosto deste ano.
Zélia faria 77 anos em outubro
Natural do território quilombola de Mangueiras, em Salvaterra, no Marajó, Zélia nasceu em 26 de outubro de 1949. Ela partiu aos 76 anos de idade, às vésperas de completar 77 anos. Ao longo de mais de quatro décadas, ela construiu uma das trajetórias mais importantes do movimento negro na Amazônia e no Brasil.
O Liberal