Morte de líder supremo é maior chance de povo iraniano recuperar seu país, diz Trump

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no início da noite deste sábado que o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto durante os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. Em seu anúncio, Trump afirmou que a morte de Khamenei "é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país", que ele declarou ter sido "amplamente destruído em apenas um dia".

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Em uma publicação em sua plataforma Truth Social, Trump comemorou a morte do aiatolá e reverenciou a atuação das forças de inteligência americanas, destacando que "trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer".

Comemorações em diversas partes de Teerã após a morte do líder Ali Khamenei

O presidente também prometeu que os bombardeios contra o território iraniano continuarão "pelo tempo que for necessário" para que os EUA alcancem seu "objetivo de paz em todo o Oriente Médio".

"Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue", escreveu o presidente americano.

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O governo de Khamenei foi duramente marcado pela guerra, que deixaria cerca de um milhão de mortos, pela intensificação dos laços com os militares e pelo fortalecimento da Guarda Revolucionária, que hoje comanda boa parte do Estado iraniano.

Testemunhas relatam que gritos de alegria ecoaram por partes de Teerã e que moradores foram às janelas para aplaudir e tocar músicas comemorativas após a notícia da morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. As comemorações começaram pouco depois das 23h (17h no Brasil), de acordo com diversas testemunhas, gravações de áudio e imagens compartilhadas nas redes sociais.

Comemorações em diversas partes de Teerã após a morte do líder Ali Khamenei

Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia dito em um pronunciamento televisionado que havia "fortes indícios" de que o líder supremo do Irã morreu durante o ataque conjunto realizado por Israel e Estados Unidos contra a nação persa.

— Esta manhã destruímos, em um ataque surpresa, o complexo do tirano Khamenei no coração de Teerã (...) e há muitos indícios de que esse tirano já não esteja vivo — declarou.

Em seu pronunciamento, Netanyahu afirmou que os ataques mataram comandantes da Guarda Revolucionária, a força de elite do Irã, assim como autoridades graduadas do regime iraniano e funcionários nucleares. Segundo o premier israelense, a operação contra o Irã "continuará enquanto for necessário", afirmando que, nos próximos dias, "atingiremos milhares de alvos" do regime.

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Afirmando que o presidente dos EUA, Donald Trump, é um "líder que mantém sua palavra", Netanyahu agradeceu o líder americano por sua "liderança histórica", afirmando que Israel entrou na guerra para "mudar fundamentalmente" a possibilidade de o país persa desenvolver uma arma nuclear e, assim, drasticamente aumentar sua ameaça contra os vizinhos.

Em seu anúncio divulgado no início da noite, Trump declarou ainda que autoridades americanas "estão ouvindo que muitos de seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade".

O presidente americano acrescentou esperar que as forças de segurança iranianas "se unam pacificamente aos patriotas iranianos" e trabalhem juntos para "trazer o país de volta à grandeza que ele merece", processo que, segundo ele, deve começar em breve.