O desenhista japonês Tetsuya Chiba, um dos grandes nomes do mangá e criador da lendária série de boxe Ashita no Joe, morreu aos 87 anos. A morte ocorreu na quinta-feira passada e foi anunciada nesta terça-feira por sua editora, a Kodansha.
Ao longo de sete décadas de carreira, Chiba retratou o crescimento de jovens atletas e as dificuldades da vida cotidiana no Japão do pós-guerra. Shows pró-Palestina de Macklemore têm ingressos esgotados; rapper foi expulso da turnê de Ed Sheeran
Em primeiro show durante crise, Ed Sheeran admitiu 'erro' e disse que ficou com medo de 'jogarem coisas' no palco Suas histórias abordavam esportes como boxe, golfe e kendo, arte marcial japonesa, e exploravam temas como pobreza, desespero, alegria e otimismo.
Entre suas obras, Ashita no Joe, conhecida como El Campeón em sua versão dublada em espanhol, alcançou projeção internacional e se tornou um fenômeno cultural. 'Ashita no Joe' virou fenômeno cultural
Publicada entre as décadas de 1960 e 1970, a série acompanha um jovem problemático que aprende boxe em um centro de detenção juvenil e ascende no esporte profissional até enfrentar adversários em rivalidades épicas. A popularidade da obra deu origem a séries de anime, filmes, videogames, comerciais e produções teatrais.
As animações chegaram a ser exibidas em canais de televisão aberta da América Latina, ampliando o alcance da história para além do Japão. Além de seu trabalho como artista, Chiba lecionou em nível universitário e presidiu a Associação Japonesa de Cartunistas.
Ele também recebeu diversas honrarias culturais, entre elas a prestigiosa Ordem da Cultura do Japão. Em comunicado, a editora Kodansha destacou a influência do artista sobre novas gerações de desenhistas.
"Inúmeros artistas iniciantes de mangá levaram muito a sério as palavras do mestre Chiba ao iniciar sua trajetória rumo ao profissionalismo, e muitos deles continuam em atividade até hoje", afirmou a editora.
O Globo