Moraes vota por aceitar denúncia contra Malafaia, e pastor reage: 'Está chegando a tua hora'

 

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O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por voto para tornar o líder religioso réu por injúria e calúnia contra o comandante do Exército, Tomás Paiva. Malafaia classificou como a posição do magistrado como “perseguição política” e uma “desmoralização” da Corte.

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— Eu não tenho medo de você, Alexandre de Moraes. A tua casa vai cair de vez. Está chegando a sua hora — disse Malafaia, que cita o escândalo do Master para criticar o magistrado.

A Primeira Turma do STF julga a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Malafaia. O prazo para os ministros inserirem os posicionamentos no sistema eletrônico é encerrado no próximo dia 20. No documento, o procurador Paulo Gonet afirma que o pastor ofendeu a dignidade e atingiu o decoro dos generais de quatro estrelas que integram o Alto Comando do Exército durante participação em manifestação na Avenida Paulista, em abril de 2025.

Segundo a PGR, é evidente do propósito de Malafaia de “constranger e ofender publicamente” os generais, entre eles Tomás de Paiva. Durante a manifestação, o líder religioso questionou: “cadê esses generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes”.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia critica Gonet e diz não ter prerrogativa de função para ser julgado no STF. O questionamento da competência da Corte para a análise da acusação foi um dos argumentos utilizados pela defesa do pastor para solicitar o arquivamento do caso.

— Eu não cito o nome de nenhum general. (Mas) o comandante do Exercíto faz uma queixa a PGR. O que é que Gonet tem que fazer? Se há uma queixa por calúnia, difamação e injúria, ele tem que me mandar para a primeira instância. Mas ele me manda para o STF, com o argumento que Moraes comanda o inquérito de fake news. O que tem a ver a minha liberdade de expressão em uma manifestação pública, com inquérito de fake news? — defendeu o pastor.

Além de Moraes, votam no caso os ministros do STF Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.