Moraes veta visita de Valdemar a Bolsonaro e autoriza ida de novo líder da oposição na Câmara

 

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou nesta quinta-feira a visita do deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB), novo líder da Oposição na Câmara, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como "Papudinha". O magistrado, no entanto, indeferiu o pedido de encontro feito pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES).

Na decisão, Moraes afirmou que Valdemar é investigado em um "procedimento correlato" ao que Bolsonaro foi condenado no âmbito da trama golpista.

"A autorização de contato direto entre investigado e condenado em procedimentos correlatos apresenta risco manifesto à investigação e foi vedado em decisão anterior", escreveu o ministro do Supremo.

Em relação ao senador do PL, Moraes afirmou que ele já tentou ingressar na unidade prisional "sem autorização" sob o pretexto "indevido" de "prerrogativas parlamentares" - o que teria gerado "riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia obstaculizando o deferimento do pedido", complementou o ministro.

Moraes também autorizou a inclusão de um padre para prestar "assistência religiosa" a Bolsonaro. O ex-presidente já conta com as visitas de dois pastores evangélicos.

"Não há, portanto, impedimento para que o Padre Paulo M. Silva possa participar da prestação desse direito constitucional ao custodiado, que, também, poderá utilizar-se dos serviços de Capelania oferecidos naquela unidade", disse o ministro do Supremo, no despacho.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão por envolvimento em um suposto plano de golpe para se manter no poder após as eleições de 2022. A sentença foi dada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e tem Moraes como juiz da execução penal.