'Momentos de terror que ela viveu dentro desse quarto', diz delegado sobre vĂ­tima de estupro coletivo

 

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A Polícia Civil do Rio de Janerio investiga se o grupo denunciado por estupro coletivo em um apartamento de Copacabana, na Zona Sul do Rio, fez outras vítimas, além da adolescente de 17 anos. Quatro jovens e um menor de 17 anos são procurados pelo crime, que aconteceu em 31 de janeiro.

O delegado Ângelo Lages, titular da delegacia de Copacabana, em entrevista ao CBN Rio, conta que a vĂ­tima, de 17 anos, ao chegar a delegacia tinha lesĂ”es aparentes e chegou sangrando. ‘Foram momentos de terror que ela viveu no quarto’. O delegado conta que a adolescente, durante depoimento, descreveu a conduta de cada um dos envolvidos nesse crime bĂĄrbaro.

"Com certeza ela vai precisar de muito apoio psicolĂłgico e de toda ajuda possĂ­vel, porque foi realmente momentos de terror que ela viveu dentro desse quarto, no interior desse apartamento"

PolĂ­cia procura suspeitos de cometerem estupro coletivo em Copacabana (RJ)

Reprodução

Ângelo Lages conta que o relato da vítima deixou a equipe estarrecida:

"Ela achou que ia ter um encontro romĂąntico com essa pessoa, que ela jĂĄ tinha o hĂĄbito de ficar, sĂł que o quarto foi invadido e houve ali realmente uma cena de terror. A gente lendo e ouvindo a vĂ­tima Ă© uma coisa que realmente deixou a gente muito estarrecido".

O delegado fala em emboscada planejada e acrescenta que 'ficou muito clara a questĂŁo do estupro':

"A gente percebeu claramente que em momento algum ela deixou minimamente transparecer que faria algo com as outras pessoas que estavam na unidade. A todo momento, ela falou que nĂŁo queria nada com eles, que ela sĂł teria o encontro com aquela pessoa que ela jĂĄ vinha se relacionando anteriormente. EntĂŁo, para a gente, ficou muito clara a questĂŁo do estupro, porque ela nĂŁo consentiu de forma alguma com os atos que foram praticados. AlĂ©m da agressĂŁo sexual, para vocĂȘs terem uma ideia, ela foi vĂ­tima de violĂȘncia, muita violĂȘncia psicolĂłgica e agressĂ”es fĂ­sicas. Ela chegou sangrando na delegacia. Quer dizer, Ă© uma conduta que a gente nĂŁo pode de forma alguma compactuar".

O delegado destaca que todos os envolvidos são classe média, classe média alta, moradores da Zona Sul do Rio. O delegado ressalta que existe a possibilidade de que outras pessoas possam ter sido vítimas do grupo. Ele explica que os mandados expedidos na sexta-feira, mas os acusados optaram por se esconder e estão se mantendo foragidos.