Moda íntima inclusiva: influenciadora explica como funciona a lingerie pensada para mulheres trans

 

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Março, mês marcado pelo Dia Internacional da Mulher e por debates sobre reconhecimento e representatividade, acabou se tornando também uma oportunidade de reflexão para a influenciadora trans Suellen Carey, de 37 anos. Depois de ganhar uma lingerie de presente, ela decidiu usar as redes sociais para explicar um tema ainda pouco conhecido fora da comunidade trans: as diferenças de modelagem na moda íntima feminina e por que nem todas as peças são pensadas para atender às necessidades de corpos de mulheres trans.

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A influenciadora trans Suellen Carey, de 37 anos, afirmou que acabou transformando um presente recebido no Dia Internacional da Mulher em tema de conversa nas redes sociais após explicar um detalhe que muita gente desconhece: nem toda lingerie feminina é pensada para corpos de mulheres trans. Segundo ela, a situação aconteceu depois que ganhou uma peça íntima de presente e percebeu que quem havia dado o item não conhecia essa diferença.

Suellen conta que recebeu a lingerie com carinho, mas acabou aproveitando o momento para explicar algo que, segundo ela, ainda é pouco discutido fora da comunidade trans. “A pessoa que me deu o presente não sabia desse detalhe. Muita gente acha que qualquer lingerie feminina funciona para todos os corpos, mas existem modelos específicos pensados para mulheres trans”, relata.

Segundo a influenciadora, algumas peças íntimas são desenvolvidas com modelagem diferente para oferecer mais conforto e adaptação ao corpo de mulheres trans que não passaram por cirurgia genital. “Existem lingeries feitas com estrutura e tecidos diferentes justamente para se adaptar melhor. Isso é algo que muita gente ainda não conhece”, afirma.

A influenciadora diz que decidiu comentar o episódio porque percebeu que muitas seguidoras também tinham dúvidas sobre o assunto. “Depois que falei disso, várias mulheres trans começaram a me perguntar onde encontrar esse tipo de peça. É um tema que ainda tem pouca informação”, conta.

Para Suellen, a situação acabou servindo como oportunidade para falar sobre inclusão na moda íntima. “Foi um presente com boa intenção, claro, mas também virou um momento para explicar algo importante. Quanto mais a gente fala sobre isso, mais as pessoas entendem as diferenças entre os corpos”, conclui.