Moção de impeachment contra o presidente de Taiwan fracassa
Parlamentares da oposição em Taiwan não conseguiram, na terça-feira, aprovar o impeachment do presidente Lai Ching-te, após o número de votos a favor da moção ficar aquém do mínimo necessário. Lai e o Partido Democrático Progressista (DPP) estão envolvidos em uma acirrada disputa de poder com os dois partidos de oposição que controlam o parlamento desde que ele assumiu o cargo em maio de 2014.
Parlamentares do Kuomintang (KMT) e do Partido Popular de Taiwan (TPP) iniciaram o processo de impeachment depois que Lai e o primeiro-ministro se recusaram a assinar um projeto de lei de partilha de receitas. No final, 56 parlamentares apoiaram a moção contra o presidente, enquanto 50 se opuseram (de um total de 113 cadeiras no parlamento). O número de votos a favor ficou abaixo dos dois terços necessários para a aprovação do impeachment.
Um ponto crucial de discórdia entre o governo de Lai e a oposição tem sido o montante a ser gasto na defesa da ilha contra um possível ataque da China. Pequim reivindica Taiwan como parte de seu território e chegou a ameaçar tomá-la à força. Lai, um defensor ferrenho da soberania da ilha, acusou a China de ser a "principal causa" da instabilidade na região.
O Kuomintang (KMT), por sua vez, defende relações mais estreitas com Pequim. O líder do partido, Cheng Li-wun, viajou recentemente à capital chinesa para se encontrar com o presidente Xi Jinping e culpa Lai por exacerbar as tensões entre Taiwan e o gigante asiático.
