Mística ajuda a explicar o título de um Flamengo que esteve perto da eliminação no Carioca
Dos Fla-Flus disputados nos últimos anos, o que decidiu o Carioca na noite de ontem, no Maracanã, talvez tenha sido o mais mal jogado dos últimos sete anos. Sobretudo aqueles que valeram taça. Mas a história do clássico tem quase 114 anos e não leva em consideração a qualidade do jogo. A mística do Fla-Flu tem particularidades sobrenaturais e uma delas, contam os antigos, é de que o favorito quase sempre leva a pior nas finais disputadas entre Flamengo e Fluminense. E assim foi neste duelo, embora fosse bem complexa a discussão sobre qual dos dois merecia, de fato, o rótulo de favorito ao título estadual.
Não houve gol nos 90 minutos e o empate ajuda a embaçar a vista. Mas se considerarmos a melhor campanha tricolor e o conturbado momento rubro-negro, ficava fácil concluir que era confronto para o time de Luis Zubeldía confirmar o seu caráter competitivo. Partida talhada para o Fluminense impor seu estilo com autoridade e elevar a autoestima dos jogadores e da torcida. Tudo perfeito, não fosse a tal mística do clássico. Nas mãos de Leonardo Jardim, o Flamengo de Filipe Luís não teve o brilho desejado. Mas conseguiu conter o ímpeto tricolor, teve momentos de superioridade e levou, nos pênaltis, o troféu e mais os R$ 10 milhões do prêmio oferecido ao campeão.
Impossível contar a história deste sétimo tri estadual do Flamengo sem lembrar que o time esteve a um passo da eliminação na fase de grupos. Só não foi porque da derrota de 2 a 1 para o próprio Fluminense, em 25 de janeiro, na quarta rodada, aos 7 a 1 sobre o Sampaio Corrêa, na sexta e última rodada, encerrada no dia 8 de fevereiro, nenhum dos cinco concorrentes venceu em 14 jogos do grupo. Com a passagem às fases eliminatórias, era fácil supor que, pela qualidade do elenco rubro-negro, só mesmo o bem ajustado Fluminense de Zubeldía poderia tirar o título do Flamengo.
Não contávamos com a mística.
Botafogo 3 x 1 Bangu
A Taça Rio, erguida pelo time de Martín Anselmi, não é motivo de orgulho. Mas os três jogos que o Botafogo cumpriu, ao menos, ajudaram no chamado laboratório. Jovens promovidos da base ganharam minutos, outros, já experientes, puderam ganhar ritmo e os não inscritos na Libertadores quebraram o peso da estreia. Aos poucos, Anselmi vai formando um elenco e criando opções para o restante do ano.
