Mistério em SP: Polícia investiga 12º corpo achado sob condições parecidas em 47 dias

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A Polícia Civil de São Paulo investiga uma sequência de 12 corpos encontrados em circunstâncias semelhantes na capital paulista ao longo de 47 dias, entre 5 de setembro e 21 de outubro. As vítimas apresentavam sinais de violência, incluindo ferimentos provocados por armas de fogo, golpes de faca e mutilações. Em diversos casos, os cadáveres estavam enrolados em cobertores ou acondicionados em sacos plásticos. Apesar das semelhanças, os investigadores afirmam que, até o momento, não existem indícios de conexão entre as mortes.

Segundo reportagem do Metrópoles, assinada pelo jornalista Marcus Pontes nesta quinta-feira (22), os dois casos mais recentes foram registrados na quarta-feira (21), na zona norte da cidade. Um dos corpos pertencia a um homem que estava desaparecido havia cinco dias. O outro era de uma mulher encontrada esquartejada em sacolas abandonadas nas proximidades da Marginal Tietê.

A série de ocorrências envolve vítimas de diferentes idades e regiões da capital. Embora o modo como os corpos foram descartados apresente características semelhantes, a Polícia Civil conduz investigações individualizadas para esclarecer a autoria, as circunstâncias e as motivações dos homicídios.

Homem desaparecido é encontrado morto em área de mata

A ocorrência mais recente foi registrada na avenida Coronel Sezefredo Fagundes, no bairro do Tremembé, zona norte de São Paulo. O corpo de Milber Conceição Paiva, de 43 anos, foi localizado em uma região de mata, envolvido em sacos plásticos e com múltiplas lesões na cabeça.

Milber estava desaparecido desde sexta-feira (16), quando, segundo as informações reunidas pela investigação, teria sido obrigado a entrar em um veículo escuro por pessoas ainda não identificadas.

A família formalizou o desaparecimento na segunda-feira (19), dois dias antes da localização do cadáver. As circunstâncias indicadas no relato do desaparecimento estão entre os elementos que deverão ser analisados pelos investigadores para esclarecer o que aconteceu com a vítima.

Mulher esquartejada é encontrada na Marginal Tietê

Também na quarta-feira, policiais militares encontraram restos mortais de uma mulher dentro de sacos plásticos na Marginal Tietê, na altura da Vila Guilherme, zona norte da capital.

A descoberta ocorreu depois que uma equipe policial abordou dois homens que manuseavam sacolas na região. Segundo o relato da ocorrência, houve uma suposta troca de tiros. Um dos suspeitos, identificado como Israel Joaquim Pereira, morreu durante o confronto, enquanto o outro conseguiu fugir.

Após a ação policial, os agentes fizeram buscas nas proximidades e localizaram o corpo esquartejado.

A vítima foi identificada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como Lucimara Garcia do Nascimento de Freitas, de 35 anos, natural de Camanducaia, município localizado no extremo sul de Minas Gerais.

Os familiares foram comunicados sobre a morte e iniciaram os procedimentos necessários para o traslado do corpo.

As autoridades ainda investigam as circunstâncias do assassinato e a possível participação dos homens abordados pelos policiais no transporte dos restos mortais.

Corpos foram encontrados em diferentes regiões da capital

Os registros reunidos pelo Metrópoles mostram que as ocorrências começaram em 5 de setembro, quando o corpo de José Zito da Conceição, de 55 anos, foi encontrado amarrado e acondicionado em um saco plástico na Rua Contos Gauchescos, no Jabaquara, zona sul.

Cinco dias depois, em 10 de setembro, duas vítimas foram localizadas na zona leste. Yasmin Dandara Silveira Brisola, de 32 anos, estava envolvida em um cobertor e dentro de um saco plástico na Vila Chuca. No mesmo dia, Filipe de Carvalho Cabral, de 34 anos, foi encontrado amarrado, enrolado em um cobertor e com a cabeça coberta por sacos plásticos, na região de Colônia.

Em 13 de setembro, o corpo de Rodrigo Machado de Albuquerque, de 35 anos, foi localizado em um córrego na Cidade Nitro Química, também na zona leste. Ele estava envolvido em plástico e apresentava marcas de queimaduras. Segundo familiares, estava desaparecido desde 9 de setembro.

Outro episódio foi registrado em 19 de setembro, no Jaçanã, zona norte, onde Murilo Sanches dos Santos, de 26 anos, foi encontrado esquartejado, com partes do corpo distribuídas em sacolas plásticas.

Dois dias depois, em 21 de setembro, um cadáver envolvido em um lençol e acondicionado em um saco plástico foi encontrado no porta-malas de um veículo no Jardim Celeste, zona oeste. A vítima seria possivelmente o motorista de aplicativo Rafael Zimbarg Francez, de 25 anos, que estava desaparecido. A identificação, entretanto, ainda não havia sido confirmada nas informações divulgadas.

Outras vítimas foram abandonadas em ruas, córrego e ciclovia

A sequência de descobertas continuou em 25 de setembro, quando um corpo enrolado em um lençol foi encontrado em via pública na Vila Andrade, zona sul. A identidade da vítima não havia sido estabelecida.

Em 27 de setembro, uma cabeça humana foi localizada na avenida Guido Caloi, no Jardim São Luís, também na zona sul. O restante do corpo foi encontrado a aproximadamente 21 quilômetros de distância, em Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana, envolvido em um lençol.

Três dias depois, em 30 de setembro, um trabalhador encontrou outro cadáver sob um trecho de viaduto na Rua Tadao Inoue, na região de Colônia, zona leste. A vítima estava enrolada em um cobertor, com os pulsos amarrados por fios elétricos e um ferimento na cabeça compatível com disparo de arma de fogo.

Já em 2 de outubro, um corpo envolvido em um saco plástico foi abandonado em uma ciclovia do Parque Ecológico do Tietê, na zona leste.

Até a divulgação das informações, as vítimas desses quatro episódios permaneciam sem identificação.

Polícia afirma não haver indícios de conexão entre os assassinatos

Apesar da proximidade temporal e das características semelhantes observadas em parte das ocorrências, a Polícia Civil ressalta que não há elementos conhecidos que permitam relacionar os 12 casos a uma mesma pessoa ou organização criminosa.

A presença de corpos amarrados, mutilados ou descartados em sacos plásticos constitui uma das características identificadas no levantamento, mas não é suficiente para estabelecer uma ligação entre os crimes.

As investigações prosseguem separadamente, com o objetivo de identificar os responsáveis por cada homicídio e esclarecer as circunstâncias em que as vítimas foram mortas.

O conjunto de ocorrências abrange diferentes bairros das zonas norte, sul, leste e oeste de São Paulo, além da localização de parte de um cadáver em Itapecerica da Serra. A identificação das vítimas ainda desconhecidas e a apuração das causas das mortes permanecem entre os principais pontos em investigação.

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