Mistério do MH370: novas buscas em alto-mar pelo Boeing desaparecido em 2014 falham e frustram parentes

 

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Uma busca renovada em alto-mar pelos destroços do desaparecido Boeing 777, do fatídico voo MH370, da Malaysia Airlines,, não encontrou nenhum vestígio da aeronave, 12 anos após o seu desaparecimento.

Equipes de busca passaram quase um mês vasculhando milhares de quilômetros quadrados do Oceano Índico em uma missão ao custo de R$ 363 milhões para finalmente localizar os destroços no que é considerado um dos maiores mistérios da história da aviação.

Mas os investigadores confirmaram agora que o enorme esforço de busca não obteve sucesso.

O Boeing 777 desapareceu dos radares pouco depois de decolar do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur com destino a Pequim, em 8 de março de 2014, transportando 227 passageiros e 12 tripulantes. A última transmissão do avião ocorreu cerca de 40 minutos após a decolagem. O capitão do voo, Zaharie Ahmad Shah, despediu-se em tom de normalidade, desejando boa noite aos controladores, quando o avião entrou no espaço aéreo vietnamita.

Em comunicado oficial, o Departamento de Investigação de Acidentes Aéreos da Malásia afirmou que 28 dias de buscas, cobrindo mais de 7.500 quilômetros quadrados, não produziram novas descobertas.

A busca foi realizada pela empresa de exploração marinha Ocean Infinity, que foi autorizada a vasculhar o fundo do mar remoto sob um acordo dramático de "sem resultados, sem pagamento". Segundo o acordo, a empresa só receberia os R$ 363 milhões se localizasse com sucesso os destroços do avião.

Apesar da recente decepção, as autoridades malaias afirmaram que "continuam empenhadas em manter as famílias informadas e fornecerão atualizações conforme necessário".

A missão de busca – realizada em duas fases – foi repetidamente interrompida pelo mau tempo e pelo mar agitado, antes de finalmente ser concluída em 23 de janeiro. Após o insucesso da Ocean Infinity, as famílias dos passageiros e dos tripulantes temem que as buscas possam se estagnar novamente.

O desaparecimento continua sem explicação definitiva, mas aponta para uma ação deliberada de desvio. As principais teorias incluem suicídio ou assassinato pelo piloto, sequestro, incêndio a bordo ou falha mecânica. Leia abaixo sobre essas teorias:

Mistério do voo MH370 completa 12 anos

AFP

Ação do Piloto (Homicídio-Suicídio): Dados do simulador de voo doméstico do capitão Zaharie mostraram uma rota para o sul do Oceano Índico, semelhante à trajetória final estimada do avião. A teoria sugere que ele teria incapacitado o copiloto e a tripulação, despressurizado a cabine para neutralizar passageiros e voado até o esgotamento do combustível.

Em 2024, circulou em redes sociais uma teoria bizarra que apontava que Zaharie havia conseguido saltar do Boeing 777 e ser resgatado de barco por uma amante. Ela teria até nome: Rina. A mulher seria ligada à indústria pesqueira. O autor da teoria que se disseminou diz que o piloto "colocou um colete salva-vidas vazio junto com o seu paraquedas e... voltou para a cabine de passageiros, e abriu uma das portas de saída logo atrás das asas. Ele esperou até ver novamente as luzes do barco de pesca se aproximando e saltou". O piloto era casado e tinha dois filhos. Fotos da família costumavam ser postadas por ela nas redes. Porém, para algumas pessoas, a vida feliz em família era apenas uma fachada que escondia um comportamento sexual bastante ativo fora de casa. Fontes citadas por sites que cobriram o caso à exaustão afirmam que a esposa de Zaharie já tinha dito que se divorciaria dele, provavelmente após descobrir sobre a vida do piloto fora do casamento. Parentes, entretanto, rechaçam tal versão, garantindo que Zaharie e a esposa não tinham problemas matrimoniais.

Zaharie Shah com a esposa e os filhos

Reprodução

Avião invisível: A opinião de dois especialistas em aviação aponta que o desaparecimento do avião do voo MH370 não foi um acidente. Jean Luc Marchand, ex-gerente de controle de tráfego aéreo, e o piloto aposentado Patrick Blelly dizem acreditar que o trágico destino da aeronave foi provocado por um piloto habilidoso que sabia como torná-lo "invisível". "Agora a aeronave está invisível e não pode mais ser rastreada. É inteligente porque o a escolha da área onde a aeronave desapareceu é realmente um buraco negro entre Kuala Lumpur e o Vietnã", disse Jean Luc em documentário da BBC.

Interferência de terceiros (Sequestro): O relatório oficial de 2018 não descartou a "interferência ilícita de terceiros", embora não existam reivindicações de grupos terroristas ou motivações políticas claras. Algumas hipóteses sugerem sequestro remoto ou invasão física da cabine.

Incêndio a bordo: Uma hipótese sugere que um incêndio no compartimento de carga (possivelmente causado por baterias de lítio) ou em sistemas elétricos teria danificado os equipamentos de comunicação. Os pilotos teriam tentado retornar para um aeroporto próximo, mas foram superados pela fumaça ou gases tóxicos.

Despressurização hipóxica (voo fantasma): Uma falha súbita de pressurização poderia ter deixado todos a bordo inconscientes por falta de oxigênio (hipóxia). O avião teria continuado em piloto automático até o combustível acabar, em um fenômeno conhecido como "voo fantasma".

Principais partes do avião encontradas no Oceano Índico:

Flaperon (asa): Foi o primeiro fragmento confirmado, encontrado na Ilha da Reunião (território francês) em julho de 2015.

Fragmento de flap: Encontrado na ilha de Pemba, na costa da Tanzânia, em junho de 2016.

Peça da asa: Localizada nas Ilhas Maurício em maio de 2016.

Outros fragmentos: Peças "quase certamente" do MH370 foram encontradas em Moçambique, Madagascar e na costa da África do Sul.

A maior parte da aeronave, incluindo a fuselagem e os motores, permanece em local desconhecido. O: Os gravadores de dados de voo e de voz da cabine nunca foram localizados, o que impede a conclusão definitiva sobre a causa do desastre. Nenhum corpo ou vestígio biológico dos 239 ocupantes foi recuperado até o momento.