MIS Copacabana abre ao público esta semana com mostra sobre bastidores de sua construção

 

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Agora vai... Depois de ter sua abertura ao público — incialmente anunciada para a última semana de março — adiada, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de Copacabana, novo equipamento cultural, erguido na Avenida Atlântica, poderá finalmente ser visitado. A estreia, 15 anos depois do início das obras, acontece com a exposição temporária “Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som”, que apresenta ao público os bastidores, processos e etapas de construção do edifício cujo projeto é do escritório Diller Scofidio + Renfro, responsável, entre outros, pelo High Line, o famoso parque público suspenso de Manhattan.

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As reservas poderão ser feitas a partir do meio-dia desta quarta-feira no site Sympla. Nesta primeira semana serão três sessõe: sexta-feira às 14h e sábado às 10h e 14h. O esquema depois muda: a partir da semana que vem as reservas, no mesmo site, devem ser feitas a partir de terça-feira para visitas aos sábados e domingos. A explicação é que nessa primeira semana o domingo é dedicado à comemoração do Dia das Mães.

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O projeto do MIS Copacabana foi idealizado pelo Governo do Estado em parceria com a Fundação Roberto Marinho, envolvendo diferentes secretarias. A proposta arquitetônica segue o conceito de “boulevard vertical”, criando um percurso imersivo pela cultura brasileira por meio de experiências audiovisuais e interativas.

Segundo a secretária de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, a abertura marca um momento simbólico para o setor cultural fluminense. A expectativa é que o espaço se consolide como um ponto ativo na rotina da cidade, conectando memória, inovação e produção contemporânea.

Quando estiver totalmente concluído, o museu contará com salas de exposições de curta e longa duração, áreas de pesquisa, espaços educativos, cine-teatro, auditório com 280 lugares, além de loja, cafeteria, restaurante panorâmico, boate e mirante. A proposta é que o MIS funcione como uma “fábrica de memória”, registrando manifestações culturais atuais do Rio de Janeiro, como o funk, o samba contemporâneo e a cultura digital.

De acordo com o governo do estado, em valores atualizados os custos totais do novo MIS são de R$ 345 milhões, dos quais R$ 126 milhões gastos após 2021. Do total, 53% correspondem a investimentos do estado, 10% ao Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo no Rio e 37% à iniciativa privada, via leis de incentivo.