Ministros do STF defendem Moraes em meio à crise do Master, e Gilmar diz que inquérito das fake news foi 'corajoso e irretocável'

 

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino fizeram homenagens ao ministro Alexandre de Moraes nesta quinta, em homenagem aos nove anos que o colega completa na Corte. Gilmar destacou que o colega conduz o inquérito das fake news de maneira "firme, corajosa e irretocável".

Os desagravos ocorreram no início da sessão plenária desta tarde, em meio à crise que a Corte enfrenta com o caso Master.

Em um momento em que uma ala do STF aponta certo isolamento de Fachin, o presidente da Corte destacou que Moraes "compreende" que a "força de uma Corte" reside "não em seus integrantes individualmente, mas na confiança que a sociedade deposita no método pelo qual ela decide".

Gilmar, por sua vez, destacou o "ânimo inquebrantável" de Moraes e apontou que o colega "terá forças para suportar" atribulações que surgirem.

— O Brasil tem uma dívida com Vossa Excelência, ministro Alexandre. As futuras gerações saberão reconhecê-lo — completou.

Somaram-se às homenagens a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele destacou como os momentos da trajetória de Moraes inserem o ministro na "melhor parte da história da Corte e do País" e "falam por si".

Em seguida, Moraes agradeceu as falas dos colegas e brincou, afirmando que os nove anos de tribunal "às vezes parecem 90", em razão das "atribulações" pelas quais o país passou na última década. O ministro indicou ainda que a Corte máxima "nunca faltou à sociedade" e a ele.

— Meu compromisso com o tribunal é a reafirmação que o tribunal é um só, a Corte é uma só, um órgão colegiado que tem como instrumento de trabalho a Constituição e como finalidade melhorar o que for possível na implementação de todos os direitos para o Brasil — afirmou.

Depois que as falas terminaram e o processo que seria julgado foi anunciado por Fachin, Dias Toffoli se retirou da sala, e Moraes levantou-se para cumprimentar Gilmar — o decano recebeu um abraço efusivo do colega que havia acabado de homenagear. Na sequência, Moraes cumprimentou Gonet e Fachin, também com abraços e apertos de mãos.

Após o início do julgamento, o ministro Flávio Dino aproveitou o início da sua fala para homenagear Moraes e defender o STF. Citou os "momentos duros" mencionados nos discursos de Fachin e Gilmar e ponderou que "eles não integram o passado"

— A aridez contra as instituições, a era dos abusos, demanda essa compreensão quanto à proteção das instituições. Moraes e demais colegas integram essa função difícil, porém imprescindível. Aqueles que acham ruim existir o STF que saibam que sem ele fica muito pior — disse Dino.