O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, criticou a seleção irlandesa de futebol no domingo, antes da partida da Liga das Nações contra Israel, acusando a Irlanda de estar "do lado errado da história" em meio às crescentes tensões em torno do jogo. A partida ocorreu neste domingo em Debrecen, na Hungria, em um estádio quase vazio, com um protocolo pré-jogo mínimo, inclusive sem o tradicional aperto de mãos entre os times ou os capitães. Liga das Nações: Portugal de Jorge Jesus vence carrasco do Brasil na Copa e segue com 100% Leia também: Dois jogadores são expulsos por puxarem o cabelo de adversário em partida da Liga das Nações da Concacaf Em uma mensagem publicada no X, Saar comparou a atual postura de Dublin em relação ao conflito israelo-palestino à saudação nazista feita pela seleção irlandesa durante um amistoso em Bremen, em 1939. "Naquela época, eles fizeram a saudação nazista. Desta vez, eles apoiam o terrorismo palestino. Acima das braçadeiras pretas que os jogadores irlandeses usarão esta noite, tremula a bandeira negra do jihadismo", afirmou o ministro israelense, acusando a Irlanda de manter seu "talento peculiar para se encontrar do lado errado da história". Jogadores da Irlanda ficaram de cabeça baixa durante o hino de Israel em jogo da Liga das Nações Attila KISBENEDEK / AFP Essas declarações surgem um dia depois de os membros da seleção irlandesa de futebol votarem por uma "maioria significativa" a favor de enfrentar Israel neste domingo, na Hungria, pela Liga das Nações. Apenas o goleiro titular Gavin Bazunu optou por não jogar. Para expressar sua desaprovação sem correr o risco de sanções da Uefa, a Federação Irlandesa de Futebol (FAI) instituiu um protocolo rigoroso: o uso de braçadeiras pretas "em homenagem a todas as vidas perdidas neste conflito", a proibição de apertos de mão ou troca de flâmulas e um silêncio absoluto dos jogadores em relação à mídia. Jogadores da Irlanda jogaram contra Israel com uma braçadeira preta em luto pelas vítimas do conflito em Gaza Attila KISBENEDEK / AFP A emissora pública RTÉ anunciou que transmitiria a partida sem comentários ao vivo. A Federação Israelense de Futebol, por sua vez, comemorou a realização da partida, afirmando que "o futebol venceu". "Quem perdeu, sem dúvida, foram aqueles que queriam intimidar, dividir e transformar o campo em uma arena política", acrescentou em um comunicado. A Irlanda, que reconheceu oficialmente o Estado da Palestina em 2024, juntamente com a Espanha e a Noruega, mantém há muito tempo uma postura bastante crítica em relação à política israelense. O jogo de volta, agendado para 4 de outubro, também será disputado em campo neutro e com portões fechados em Bağa Topola, na Sérvia.
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Ministro israelense critica a Irlanda após protesto na Liga das Nações: 'Do lado errado da história'
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O Globo
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