Ministro israelense afirma que remoção de urânio enriquecido do Irã é pré-requisito para fim da guerra

 

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O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (14) que a remoção do urânio enriquecido é um pré-requisito para o fim da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã. A informação foi divulgada pelo jornal The Times of Israel.

Katz argumenta que a guerra de 12 dias contra o Irã, ocorrida no ano passado, e a recente operação 'destruíram o programa nuclear iraniano e sua capacidade de produzir armas nucleares'.

No entanto, o ministro acrescenta em uma declaração em vídeo:

'A questão do material enriquecido permanece em aberto, o que poderia servir de base para uma tentativa de reiniciar o projeto. Portanto, os Estados Unidos e Israel definiram a remoção desse material do Irã como um pré-requisito para o fim da campanha de guerra'.

O governo do Irã afirmou, através de diversas fontes, que estão interessados em participar de novas rodadas de negociações com os Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã tem mantido conversas telefônicas com diferentes homólogos da região e de outros países sobre o assunto, segundo a rede de TV árabe Al-Jazeera.

Segundo a reportagem, ainda é preciso, entretanto, negociar duas ou três questões principais. Além disso, paira uma atmosfera de desconfiança.

A rede de TV destaca que, entre o povo, existe uma mistura de sentimentos. Existe esperança, mas é remota que as negociações resultem em uma paz duradoura e afastem a sombra da guerra.

Mas os iranianos têm alguma esperança de que essas negociações, a longo prazo, possam abrir caminho para a remoção das sanções.

Negociações entre Israel e Líbano para cessar-fogo começam em Washington

Diplomata israelenses e libaneses em negociação nos EUA.

Reprodução

Começaram nesta terça-feira (14) por volta de 12h, no horário de Brasília, as negociações entre Israel e Líbano em Washington, capital dos Estados Unidos, para um cessar-fogo. A ideia do governo libanês é interromper os ataques antes de uma decisão por um acordo total.

Apesar disso, o governo enfrenta resistência do grupo armado Hezbollah, principal alvo do governo israelense.

O encontro entre embaixadores dos dois países acontece com mediação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e é visto como parte central das tentativas de ampliar a trégua já firmada entre Estados Unidos e Irã e sofre pressão internacional.

São as primeiras conversas diretas entre os países em décadas.

A China reagiu às acusações de apoio militar ao Irã e classificou as informações como falsas. O governo chinês também ameaçou adotar contramedidas caso os Estados Unidos avancem com novas tarifas com base nessas acusações.

Já o Catar pediu que o foco imediato seja interromper os combates. O governo afirmou que ainda é cedo para discutir soluções sobre o Estreito de Ormuz e defendeu prioridade para segurança duradoura e liberdade de navegação.

O país também condenou ataques ao Líbano, que de acordo com o chanceler francês, Jean-Noël Barrot, ao destruir o país do Oriente Médio, pode aumentar o poder e influência do Hezbollah.

Apesar da pressão, os ataques continuam. Nas últimas horas, bombardeios israelenses atingiram diferentes regiões do Líbano e mataram ao menos dez pessoas. Os ataques de Israel já causaram mais de duas mil mortes, segundo o Ministério da Saúde libanês. Do outro lado, autoridades israelenses também relataram que 11 soldados ficaram feridos em um ataque com drones no sul do Líbano.