Ministro iraniano deve ir ao Paquistão para novas negociações sobre cessar-fogo, afirma mídia americana

 

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Após uma conversa por telefonema com autoridades de alto escalão do Paquistão, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, deve ir ao país para continuidade das negociações de cessar-fogo com os Estados Unidos.

A informação foi confirmada por fontes paquistanesas e iranianas à CNN, Reuters, Associated Press, entre outros veículos. Ainda não está claro se os EUA irão participar diretamente.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou nesta sexta-feira (24) que Araghchi manteve uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, e com o Chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, sobre os desenvolvimentos regionais e questões relacionadas ao cessar-fogo com os Estados Unidos.

Segundo informações de veículos como a agência de notícias Reuters e Associated Press, uma equipe de logística e segurança dos EUA já está em Islamabad.

A possibilidade de uma nova rodada de negociações ocorre logo após um fracasso no encontro no início da semana, que levou a um adiamento indeterminado do cessar-fogo, anunciado por Donald Trump.

Regime iraniano está mais estável que antes da guerra, afirma TV

Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

Ahmad Al-Rubaye/AFP

O regime iraniano, dito tantas vezes por Donald Trump estar fragmentado e sem lideranças, estaria totalmente estável até mesmo desde antes do início da guerra no Oriente Médio. Até mesmo por isso, e sabendo do desespero dos Estados Unidos para encerrar o conflito, o Irã não tem pressa para fechar um acordo de paz.

As informações são da rede de TV NBC News, citando autoridades americanas de alto escalão e outras de países envolvidos nas negociações.

Um diplomata ocidental com conhecimento do conflito e cinco autoridades ocidentais, todos com conhecimento das avaliações internas iranianas, dizem que o país parece ter se beneficiado politicamente dos ataques iniciados pelos EUA e por Israel.

Os protestos anti-governo em massa que abalaram o país nas semanas que antecederam a guerra já perderam força. A chamada facção moderada ou reformista dentro do regime foi marginalizada, porque os intensos bombardeios dos EUA e os frequentes ultimatos de Trump minaram seus argumentos de que uma abordagem mais conciliatória com Washington poderia trazer benefícios, disseram cinco dos funcionários.

Nessa quinta-feira (23), o presidente negou estar sob qualquer pressão de tempo para pôr fim ao conflito.

'Por favor, estejam cientes de que possivelmente sou a pessoa menos pressionada em toda a história a estar nesta posição. Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não — o tempo está se esgotando!', escreveu ele em uma publicação no Truth Social.

Trump chamou a guerra anteriormente de uma 'pequena excursão' que terminaria em cerca de cinco semanas após seu início, e depois afirmou que os EUA estavam adiantados em relação ao cronograma.