Ministro iraniano considera ir aos EUA para participar de reunião da ONU a convite da China

 

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, está considerando uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos, para participar de uma reunião nas Nações Unidas sob a presidência chinesa após um convite oficial do governo do país.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores confirmou a informação à agência de notícias iraniana ISNA.

Respondendo a uma pergunta sobre a possibilidade de o ministro viajar aos Estados Unidos nos próximos dias, o porta-voz confirmou que Araghchi foi convidado pela presidência rotativa chinesa.

Pequim pretende realizar uma reunião especial de ministros das Relações Exteriores sobre questões relacionadas à paz e segurança internacionais.

A informação surge em meio às negociações travadas sobre a paz no Oriente Médio entre EUA e Irã. Porém, não foi confirmado se Abbas aproveitaria para realizar reuniões diretas com autoridades americanas.

Trump volta a minimizar impactos econômicos da guerra, chamando de 'insignificantes'

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante fala com a imprensa.

Kent NISHIMURA / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou mais uma vez o impacto econômico da guerra sobre os americanos, afirmando que os reveses financeiros são 'insignificantes' ao tentar comparar com a possibilidade de o Irã possuir uma arma nuclear.

Até agora, os EUA, segundo dados oficiais, já gastou US$ 29 bilhões (cerca de R$ 142 bi) no conflito do Oriente Médio. Os números foram divulgados pelo Pentágono na última semana.

'Está tudo indo bem. Desculpe, mas precisamos fazer uma pequena viagem até lá... precisamos resolver algo com o Irã', disse Trump em resposta a uma pergunta sobre os altos preços da gasolina.

'Não podemos deixar que eles tenham uma arma nuclear. Vocês querem ver o mundo explodir? Querem ver um problema? E isso é fichinha'.

Após afirmar que as preocupações com os altos preços não eram tantas, Trump completou dizendo que agradecia aos americanos 'por terem aguentado por um tempo' e que 'não vai demorar mais'.

Ele afirmou que os americanos 'compreendem plenamente' sua decisão de levar a guerra ao Irã, acrescentando que uma grande quantidade de petróleo está chegando aos EUA para acalmar as preocupações.

Apesar disso, a taxa de aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, caiu para próximo do nível mais baixo desde que retornou à Casa Branca, afetada por uma queda no apoio entre os republicanos, de acordo com uma nova pesquisa Reuters/Ipsos.

A pesquisa, que durou quatro dias e foi encerrada na segunda-feira, mostrou que 35% do país aprova o desempenho de Trump. O número está um pouco acima do ponto mais baixo de seu segundo mandato, de 34%, registrado no mês passado

O republicano iniciou a atual gestão em janeiro de 2025, com uma taxa de aprovação de 47%. A popularidade do presidente sofreu um baque em 2026, já que os americanos enfrentam o aumento dos preços da gasolina desde que Trump ordenou ataques ao Irã em fevereiro, juntamente com Israel.