Ministro espanhol classifica descarrilamento como 'estranho'; trecho da via foi renovado em maio

 

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As autoridades espanholas ainda apuram os detalhes do acidente envolvendo dois trens de alta velocidade na região da Andaluzia, no sul da Espanha. A colisão deixou ao menos 39 mortos e 152 feridos.

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O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que os números ainda são preliminares e podem aumentar, já que as equipes de emergência continuam atuando no local desde o momento do acidente. Ele classificou o ocorrido como "estranho", ressaltando que a colisão aconteceu em um trecho reto da via, que havia passado por obras de renovação em maio.

O acidente ocorreu no domingo (18), no município de Adamuz, na província de Córdoba, a cerca de 360 quilômetros de Madri. Entre os feridos, ao menos 48 permanecem internados. De acordo com o jornal El País, 11 adultos e pelo menos uma criança estão em estado grave.

O ministro afirmou estar confiante de que as investigações irão esclarecer as causas do acidente. O trem envolvido na colisão era operado pela empresa privada Iryo e fazia o trajeto entre Málaga e Madri. De acordo com a Adif, grupo público espanhol responsável pela rede ferroviária do país, a composição descarrilou em Adamuz e acabou atingindo a via adjacente.

O trem atingido era operado pela Renfe, partiu de Madri com destino a Huelva e trafegava a aproximadamente 200 km/h no momento da colisão, chegando também a descarrilar. Ao todo, cerca de 500 pessoas estavam a bordo dos dois trens: 300 no Iryo, que seguia de Málaga para Madri, e 184 na linha Madri–Huelva. A empresa italiana responsável pelo controle dessa linha informou que o trem envolvido no acidente havia passado por sua última revisão há quatro dias.

A Defesa Civil da Espanha convocou os familiares das vítimas do acidente a centros de coleta de DNA, com o objetivo de agilizar e centralizar a identificação dos mortos. Centenas de trens que ligam Madri à Andaluzia, incluindo linhas para Córdoba, Sevilha e Granada, foram cancelados hoje e devem permanecer fora de operação nos próximos dias.

O gabinete do presidente Pedro Sánchez informou que ele cancelou a viagem ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e está a caminho de Adamuz. Os reis da Espanha também devem se deslocar a Córdoba na terça-feira (20).

O acidente já é considerado o pior desastre ferroviário da Espanha desde 2013, quando a colisão em Santiago de Compostela deixou 80 mortos.