Ministro do Paquistão apaga post em redes sociais após chamar Israel de 'câncer' e 'maldição'
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, apagou uma publicação nas redes sociais em que fez duras críticas a Israel, chamando o país de “maldição” e “câncer”. O post foi publicado na quinta-feira (9) e removido pouco tempo depois.
Na mensagem, o ministro comentava os ataques israelenses no Líbano, que teriam deixado mais de 300 mortos na última quinta-feira (9) e continuaram ao longo desta sexta-feira (10). As declarações geraram forte repercussão internacional.
Na publicação, Asif afirmou que Israel seria “uma maldição para a humanidade” e acusou o país de promover um “genocídio” no Líbano, além de citar os conflitos em Gaza e no Irã. Em outro trecho, fez críticas mais amplas à criação do Estado israelense em território palestino.
Leia a mensagem apagada
“Israel é mau e uma maldição para a humanidade, enquanto conversas de paz estão em andamento em Islamabad, um genocídio está sendo cometido no Líbano. Cidadãos inocentes estão sendo mortos por Israel, primeiro Gaza, depois Irã e agora Líbano, o derramamento de sangue continua inabalável”, escreveu em publicação.
O ministro também afirmou esperar que “aqueles que criaram este estado cancerígeno em terra palestina para se livrar dos judeus europeus queimem no inferno”, trecho que provocou forte reação.
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Resposta de Israel
Em resposta, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou a publicação como “ultrajante”. O governo israelense criticou as declarações e o teor das acusações feitas pelo ministro paquistanês.
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Na quinta-feira (9), Benjamin Netanyahu afirmou ter autorizado seu gabinete a iniciar negociações de paz com o Líbano, embora tenha destacado que, neste momento, não haverá cessar-fogo.
A declaração ocorre em meio à escalada das tensões na região e às articulações diplomáticas envolvendo o conflito. Enquanto isso, Islamabad deve sediar neste fim de semana negociações consideradas cruciais entre Estados Unidos e Irã, com o objetivo de avançar em um acordo para um cessar-fogo mais duradouro.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
