Ministro da Indústria diz que 'taxa das blusinhas' foi criada para proteger produtores brasileiros
A chamada “taxa das blusinhas” foi criada para tentar proteger as indústrias têxteis e de calçados brasileiras de uma assimetria com o varejo internacional, afirmou nesta terça-feira (dia 13) o novo ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa.
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Márcio foi questionado sobre o posicionamento do presidente Lula, também nesta terça, sobre o assunto, que disse que o governo planeja uma medida para conter o aumento dos produtos com a taxa.
Segundo ele, a medida foi apoiada pelo Mdic na época para corrigir uma distorção no regime tributário do setor.
— Eu confesso que não ouvi que o presidente Lula falou. Nós temos uma posição, que foi adotada lá, na edição da taxa das blusinhas, que foi favorável à taxa, falando sobretudo da indústria têxtil e de calçados do Brasil. Nós temos uma assimetria muito grande do regime tributário entre o produtor nacional e aquele que comercializa com os países asiáticos, para corrigir essa distorção é que se fez lá atrás o imposto que chamamos de taxa das blusinhas — respondeu o novo ministro.
Mais cedo, o Lula disse que o governo vai anunciar uma medida para aliviar o aumento de preços causado em produtos comprados on-line com a chamada "taxa das blusinhas".
Desde 2024, após projeto ser aprovado no Congresso Nacional, estabeleceu-se uma cobrança de 20% sobre importações de até US$ 50. Lula disse que o projeto foi apoiado pelo governo na época, mas que ele não concordava com a medida.
— Eu só não posso anunciar o que vamos fazer (sobre taxa das blusinhas), porque temos um plano de trabalho, e ainda vamos fazer o anúncio, e só vamos fazer isso quando estiver tudo pronto, porque ao anunciar vai demorar 40 dias para entrar em vigor — disse em entrevista ao site 247, Revista Fórum e DCM.
Como mostrou o GLOBO, o governo voltou a avaliar a revogação da taxa. O movimento é liderado pela ala política, especialmente o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, de olho na popularidade nas vésperas da eleição presidencial.
