Ministro da Fazenda diz que rombo do BRB é um problema do governo do DF

 

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista na noite de segunda-feira (04) que o rombo financeiro bilionário do Banco de Brasília (BRB) é um problema do Governo do Distrito Federal (GDF), não do governo federal. A instituição financeira está em crise em função da tentativa de compra do banco master, de Daniel Vorcaro.

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, está tentando obter a garantia do Tesouro Nacional, dinheiro público, para um empréstimo ao Banco de Brasília. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Durigan avisou que a União só vai socorrer o BRB se houver um risco sistêmico, portanto, descartando a possibilidade de usar dinheiro do Tesouro para salvar o BRB.

"O problema do BRB é um problema do GDF, eu não estou dizendo que a União em algum momento não pode entrar, mas é um problema do GDF, a gente não pode esquecer disso. O BRB fez algumas operações que estão nos jornais, que são operações que quebraram o banco. A responsabilidade é do GDF, gente, nós não podemos botar isso em questão. Se não tiver risco sistêmico, se for uma questão, um banco que está com dificuldade, existem os mecanismos para lidar com isso. E aí não tem que se falar em intervenção especial, ajuda do Tesouro, não tem que se falar nisso."

Durigan reforçou que não pode pegar dinheiro público para cobrir um rombo que foi feito com um caso que é no mínimo mal explicado. Ele disse ainda que o debate não pode ser empurrado como tem se pretendido pelo GDF com o governo federal porque é um problema do GDF.

Documentos internos do Banco Master mostram que Daniel Vorcaro tentou encobrir um rombo de R$ 777 milhões às vésperas da liquidação. Segundo o jornal O Globo, o banqueiro e os familiares dele realizaram uma operação financeira em meio ao avanço das apurações da Polícia Federal.

De acordo com a liquidante da instituição financeira, o valor foi repassado a uma teia de firmas e fundos ligadas à família do banqueiro. A suspeita das autoridades é que os recursos foram repassados pelo Master para uso particular por meio da compra de mansões e jatinhos.

O negócio tinha como objetivo dificultar o rastreio e ocultar o patrimônio da família Vorcaro.