Ministério Público monitora Discord e reforça ações contra crimes virtuais no Pará

 

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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) reforçou a atuação no combate a crimes virtuais, com foco no monitoramento de plataformas digitais, incluindo o Discord. A ação foi conduzida entre março e abril de 2026 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado na vertente cibernética (CyberGAECO), com objetivo de prevenir ameaças à segurança pública.


O trabalho teve como base o acompanhamento de possíveis manifestações de violência, sobretudo aquelas direcionadas a escolas de ensino fundamental e médio no Estado. A iniciativa ocorreu a pedido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e foi coordenada pelo promotor de Justiça Renato Belini de Oliveira, com atuação da promotora Francys Lucy Galhardo.


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Durante o período analisado, o CyberGAECO acompanhou conteúdos em redes sociais abertas, como X (antigo Twitter), TikTok e Instagram, além de ambientes mais restritos, como o Discord, que tem sido associado a discussões envolvendo ataques em diferentes partes do Brasil.


Entre os termos monitorados estavam expressões relacionadas a episódios de violência, como #schoolshooting, #massacresuzano e #columbine, além de palavras-chave ligadas a indivíduos envolvidos em ataques históricos. Também foram identificadas tentativas de driblar sistemas de moderação, com o uso de códigos como #gor3 (associado a conteúdo violento) e #automut114c40 (ligado à automutilação).


O Discord tem sido citado em investigações recentes como um espaço recorrente para a circulação de conteúdos extremistas e discursos de ódio. Dados da Safernet indicam que, no primeiro trimestre de 2025, houve aumento de 172,5% nas denúncias envolvendo a plataforma, em comparação com o mesmo período do ano anterior.


Entre os principais registros estão casos de apologia e incitação a crimes contra a vida, homofobia e conteúdos relacionados à exploração sexual infantil.


Ao final do monitoramento, foi produzido um relatório técnico encaminhado à Abin. Segundo o documento, não foram detectadas ameaças concretas de ataques a instituições de ensino no Pará durante o período analisado.