Ministério Público já pediu quase 1 mil impugnações de candidaturas; SP lidera contestações - QTU Questões do Universo

Ministério Público já pediu quase 1 mil impugnações de candidaturas; SP lidera contestações

Fonte: Bandeira da fonte

O Ministério Público Eleitoral já contestou 974 registros de candidatura em todo o país para as Eleições de 2026.
O balanço parcial inclui ações e pareceres apresentados até a última quarta-feira.
A maioria das contestações — mais de 70% do total — foca nas disputas para deputado estadual e deputado federal.
O estado de São Paulo lidera isolado o ranking de impugnações, com 557 casos, o que representa mais da metade de todos os questionamentos pelo país.
Maranhão, Minas Gerais e Paraíba aparecem na sequência.
Entre as razões apontadas pelo MP estão condenações criminais, improbidade administrativa, abuso de poder político e econômico, além de falta de quitação eleitoral e problemas em prestações de contas.
Na disputa para a Presidência da República, a Procuradoria-Geral Eleitoral contestou a candidatura de Pablo Marçal, alegando inelegibilidade até 2032 e ausência de comprovação de filiação partidária.
O TSE, inclusive, já concedeu liminar suspendendo o acesso do candidato ao horário gratuito e a recursos públicos até o julgamento final.
O especialista em direito eleitoral Eduardo Damian explica como a Justiça avalia caso a caso:
-"A regra geral é, um candidato mesmo sub júdice, pode praticar os atos de propaganda de campanha eleitoral.
No entanto, em alguns casos específicos, como a gente está vendo aí, alguns estão sendo já examinados pela justiça eleitoral, a proibição de praticar atos de campanha de receber recursos públicos, ela já é imediata."_
A fiscalização também foca na corrida para os governos estaduais: são nove ações em seis estados e no Distrito Federal.
No Rio de Janeiro, a candidatura de Anthony Garotinho ao governo do estado sofreu na quinta-feira a mesma restrição dada a Marçal.
E a candidatura em si é contestada com base na Lei da Ficha Limpa.
No Distrito Federal, o MP questionou o registro do ex-governador José Roberto Arruda.
Outro destaque destas eleições é o combate à infiltração do crime organizado.
O MP contestou candidaturas ligadas a facções no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia, onde o alvo é o candidato a deputado estadual Binho Galinha, atualmente preso.
O Ministério Público também pediu a anulação de 13 chapas partidárias integrais em seis estados, principalmente por descumprimento do percentual mínimo de 30% da cota de gênero para candidaturas femininas.
A Justiça Eleitoral tem até o dia 14 de setembro para julgar definitivamente todos os pedidos de impugnação e definir quem poderá disputar o pleito de outubro.