Ministério Público de SP pede prisão preventiva de Oruam
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, teve prisão preventiva requerida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Ele está foragido e já responde na Justiça do Rio por tentativa de homicídio por arremessar pedras contra policiais civis.
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A ação em São Paulo decorre de um episódio de 16 de dezembro de 2024, quando Oruam efetuou disparo com uma espingarda em meio a uma festa, na presença de diversas pessoas, em um condomínio de luxo na cidade paulista de Igaratá. A conduta criminosa do rapper foi filmada e postada em redes sociais.
Durante buscas sobre essa investigação, Oruam chegou a ser levado para a delegacia por abrigar em sua casa um foragido da Justiça. Na ocasião, ele foi solto no mesmo dia.
No pedido, o promotor do MP paulista, Alan Carlos Reis Silva, sustenta que Oruam é pessoa de interesse em investigação por crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho, além da tentativa de homicídio contra policiais civis fluminenses.
Ainda segundo Silva, o denunciado "se encontra foragido, inviabilizando a efetividade da jurisdição penal e comprometendo o cumprimento de eventual decreto condenatório". Na visão do promotor, a permanência do réu em paradeiro desconhecido evidencia risco concreto e atual de frustração da aplicação da lei.
Oruam é réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis em uma operação em julho do ano passado. Na última segunda-feira (18), a Justiça do Rio iniciou a audiência de instrução do julgamento do artista, mesmo sem saber do paradeiro do réu.
Oruam já era considerado foragido da Justiça desde fevereiro deste ano, por causa de violações na tornozeleira eletrônica. O equipamento foi instalado no fim de setembro e a partir de novembro já foram constatadas irregularidades. Desde a instalação da tornozeleira, foram mais de 60 violações — 21 delas em 2026.
O crime denunciado aconteceu em julho de 2025 no Joá, na zona Sudoeste da capital fluminense. De acordo com o Ministério Público, Oruam e outros suspeitos arremessaram pedras contra agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado contra um menor de idade acusado de tráfico na casa do cantor.
