Ministério Público abre inquérito para investigar gestão no São Paulo
O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para apurar uma possível gestão temerária no São Paulo Futebol Clube. A investigação foi instaurada pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da capital e tem como foco a administração do presidente do clube, Júlio Casares.
De acordo com o documento que determina a abertura do inquérito, a apuração se baseia em indícios de atos administrativos com potencial de dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou de familiares de dirigentes, além de eventual utilização de recursos públicos ou benefícios fiscais. O texto também menciona o risco de violação de direitos coletivos, de relevante interesse social, e possível lesão ao erário.
A abertura do inquérito ocorreu no dia 7 de janeiro. A partir disso, foi estabelecido um prazo de 30 dias para a apresentação de documentos e provas que possam embasar o prosseguimento da investigação, que tramita na Vara Cível.
O novo capítulo se soma à crise política vivida pelo clube. Para esta sexta-feira (16), está marcada uma reunião do conselho para votar a abertura de um processo de impeachment contra Júlio Casares, em sessão prevista para as seis e meia da tarde.
Além do inquérito civil, o presidente do São Paulo também é alvo de investigações na esfera criminal. Uma delas apura o recebimento de R$ 1,5 milhão por meio de depósitos em dinheiro em suas contas pessoais. Outra investiga a realização de 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, que, somados, chegam a cerca de R$ 11 milhões.
