Ministério de Minas e Energia diz monitorar evolução do preço do petróleo e minimiza impacto da guerra no Irã sobre mercado brasileiro
A escalada das tensões no Oriente Médio colocou o governo brasileiro em estado de atenção em relação ao mercado de combustíveis. O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que intensificou acompanhamento do abastecimento no país e das condições do mercado internacional de petróleo e derivados.
A pasta reforçou, nas últimas semanas, a análise dos fluxos logísticos de petróleo, gás natural e combustíveis, além de acompanhar com maior frequência a movimentação de preços no mercado global.
“O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país, em linha com as melhores práticas de governança já adotadas pelo MME em situações geopolíticas semelhantes”, disse a pasta em nota.
Também foram ampliadas conversas com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com empresas que atuam na produção, importação e distribuição de combustíveis. Segundo o ministério, o diálogo com os agentes do setor ajuda a mapear eventuais riscos e antecipar possíveis impactos sobre o abastecimento.
Para centralizar esse acompanhamento, o governo criou uma estrutura interna dedicada ao tema, responsável por monitorar diariamente o mercado nacional e internacional de combustíveis. A iniciativa busca reunir informações de diferentes áreas e permitir uma reação mais rápida caso surjam sinais de pressão sobre o abastecimento.
Na avaliação do MME, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada reduzida. O país exporta petróleo bruto e, embora ainda dependa da importação de parte dos derivados consumidos internamente — especialmente diesel —, os países do Golfo Pérsico têm participação relativamente pequena nas compras brasileiras desses produtos.
Mesmo assim, a pasta avalia que o cenário internacional exige atenção permanente. Conflitos geopolíticos costumam provocar oscilações nos preços do petróleo e podem afetar rotas logísticas globais, com possíveis reflexos sobre o mercado de combustíveis em diferentes países, incluindo o Brasil.
