Ministério da Saúde reforçará vacinação contra Mpox no Rio de Janeiro após aumento de infecções

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Fonte da notícia: Extra Extra

O Ministério da Saúde anunciou que vai reforçar os estoques de vacinas contra a Mpox no Rio de Janeiro diante do aumento de casos da doença no estado. A medida busca ampliar a capacidade de resposta das autoridades sanitárias em um momento de crescimento das notificações, especialmente na capital fluminense, e também preparar a rede de saúde para o fim do ano, período marcado por maior circulação de pessoas.

Apesar do reforço, a imunização continuará restrita aos grupos considerados prioritários, em razão da disponibilidade limitada de doses no cenário internacional. Em nota, a pasta informou que pretende “reforçar os estoques de vacinas no Rio de Janeiro, contribuindo para o controle dos casos atuais e para a preparação para o fim do ano, período de maior concentração da circulação de pessoas”.

A estratégia contempla profissionais de laboratório que atuam com Orthopoxvírus, pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentam imunossupressão e indivíduos que tiveram contato direto de médio ou alto risco com pessoas suspeitas ou diagnosticadas com Mpox, após avaliação da vigilância em saúde.

No Estado do Rio, 953 doses já foram aplicadas em 2026. A vacina é administrada em duas etapas, com intervalo de 28 dias entre as aplicações.

Quando há disponibilidade de doses excedentes, a campanha também pode contemplar usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP). De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil contabilizou 665 casos notificados de Mpox até outubro deste ano, sendo 218 deles no Rio de Janeiro, o equivalente a mais de um terço do total nacional.

Embora os números estejam muito abaixo dos registrados durante o surto internacional de 2022, quando o país notificou 10.821 infecções, a distribuição dos casos pelo território nacional mantém as autoridades em alerta. Na comparação com aquele período, as notificações brasileiras caíram 94%, enquanto no estado fluminense a redução foi de 84,2%, considerando os 1.381 registros contabilizados em 2022.

Os dados históricos também apontam uma diminuição gradual das infecções nos últimos anos. Em 2024, o país confirmou 1.989 diagnósticos, número que caiu para 1.074 em 2025.

Apesar dessa tendência nacional, o cenário mais recente no Rio de Janeiro chama atenção: segundo o painel epidemiológico estadual, já são 269 casos confirmados em 2026, um crescimento de aproximadamente 126% em relação aos 119 registros de todo o ano passado. O avanço reforça a preocupação com a circulação do vírus e a necessidade de manter ações de vigilância, diagnóstico e prevenção.

Na capital fluminense, a situação também apresenta uma curva ascendente. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que outubro terminou com 55 casos confirmados, o maior número mensal desde outubro de 2022, quando o surto global da doença ainda estava em evidência.

Em setembro, foram 47 diagnósticos, uma alta de 261,5% em relação a agosto, que havia registrado 13 infecções. Desde 2024, o município não contabilizava mais de 20 casos em um único mês.

Apesar do crescimento recente, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que os registros permanecem dentro das oscilações observadas desde a chegada da doença ao Brasil, em 2022. Em comunicado, a pasta reconheceu que “houve uma elevação da curva da doença” em setembro, mas ponderou que o contexto epidemiológico atual é diferente daquele enfrentado durante o surto inicial.

A secretaria também lembrou que períodos de aumento já foram registrados anteriormente, como em dezembro de 2023, quando houve 46 notificações, seguidos por uma redução nos meses posteriores. O Ministério da Saúde, por sua vez, afirma manter vigilância ativa em parceria com estados e municípios e garante que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos.

Publicação Original Extra extra.globo.com
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