Minas atingem petroleiros no Estreito de Ormuz e marinheiro morre após explosão

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Fonte da notícia: Mixvale Mixvale

Dois petroleiros pegaram fogo após serem atingidos por minas marítimas no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (06), segundo comunicado oficial emitido pela Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Os navios realizavam navegação sem autorização e com os sistemas eletrônicos de posicionamento desligados no momento das explosões.

A ofensiva militar coincidiu com o anúncio da morte de um tripulante no navio-tanque MT Velos Sapphire e com a derrubada de uma aeronave militar não tripulada dos Estados Unidos. A corporação iraniana detalhou que um dos petroleiros estava localizado no setor leste do canal, enquanto o segundo navegava nas águas internas do estreito.

O texto oficial acusou o Comando Central dos Estados Unidos de incentivar as embarcações a furar o bloqueio por rotas perigosas. De acordo com as autoridades de Teerã, operações mercantes sem autorização prévia em áreas mineradas resultam em risco iminente de naufrágio e novas detonações.

🇮🇷 A Marinha da IRGC divulgou que dois navios petroleiros colidiram com minas navais enquanto tentavam burlar o bloqueio no Estreito de Ormuz por uma rota alternativa. Ambos os navios foram seriamente danificados e estão afundando.

pic.twitter.com/R0M0HYrvGw Um marinheiro morreu a bordo do petroleiro MT Velos Sapphire, com bandeira das Ilhas Marshall, após o navio ser atingido por uma explosão atribuída a um míssil na quinta-feira (05).

A companhia grega de gestão naval Velos Tankers informou que o petroleiro navegava sem carga rumo ao Bahrein no instante da detonação. A tripulação conseguiu extinguir o foco de fogo no convés, sem registro de vazamento de produtos poluentes no mar.

A embarcação seguiu viagem e atracou no Porto Khalifa Bin Salman, onde peritos analisam as avarias estruturais no casco. As forças de defesa aeroespacial do Irã informaram também o abate de um drone norte-americano modelo MQ-1 sobre o território da Ilha de Qeshm, situada na entrada do estreito.

A imprensa estatal iraniana atribuiu a interceptação à Guarda Revolucionária Islâmica, alegando violação de espaço aéreo. O governo dos Estados Unidos não publicou confirmação imediata sobre a perda do equipamento militar.

Articulações diplomáticas de emergência foram iniciadas para conter a crise na rota marítima de exportação energética. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve conversa telefônica nesta sexta-feira com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, para avaliar canais de desescalada regional.

Representantes do governo catariano destacaram a urgência de negociações para preservar a livre circulação de navios mercantes e garantir o abastecimento seguro de combustíveis. Diplomatas do governo iraniano transmitiram informações sobre o andamento dos contatos políticos a autoridades da Arábia Saudita e do Catar.

As empresas mundiais de navegação e as seguradoras de cargas mantêm vigilância sobre o estreito, aguardando novas diretrizes de tráfego naval dos governos da região.

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