Militares dos EUA afirmam ter afundado seis embarcações iranianas que tinham como alvo navios civis; Teerã nega
O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), afirmou nesta segunda-feira que helicópteros militares americanos afundaram seis pequenas embarcações iranianas que tinham como alvo navios civis no Estreito de Ormuz. Por meio da TV estatal, autoridades do Irã negaram a ação americana e classificaram a fala do almirante como "falsa". Em uma coletiva de imprensa, Cooper se recusou a dizer se o cessar-fogo entre o Irã e os EUA havia acabado ou não, mas acusou o Irã de ter iniciado um "comportamento agressivo" no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira. Mais cedo, a Marinha iraniana disparou tiros de advertência contra navios americanos que entraram no Estreito de Ormuz como parte de uma operação para auxiliar o trânsito de embarcações retidas.
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— É nisso que estamos focados. O que vimos esta manhã foi o Irã iniciando comportamentos agressivos. Nós simplesmente vamos responder a isso — disse Cooper. — As forças americanas também "neutralizaram de maneira eficaz" todos os "mísseis e drones que foram lançados tanto contra nós quanto contra os navios mercantes", disse Cooper.
O almirante afirmou ainda que os militares dos EUA estão servindo como uma força defensiva “para dar uma defesa muito clara ao transporte comercial, para permitir que eles saiam do Golfo Pérsico”. Segundo ele, as forças americanas teriam conseguido abrir uma passagem livre de minas iranianas na passagem marítima, permitindo assim a travessia de navios mercantes. Ele acrescentou que as Forças Armadas dos EUA também estabeleceram uma "estrutura de proteção" composta por helicópteros e aviões de caça americanos para proteger os navios cargueiros que atravessam o estreito.
A iniciativa foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no domingo como gesto "humanitário" e de "boa vontade" para escoltar navios de países "que não têm nada a ver com o conflito no Oriente Médio" e que estão presos no Golfo. A ação, que ele denominou "Projeto Liberdade", tem como objetivo, segundo Trump, auxiliar marinheiros presos na área, que podem estar ficando sem comida e outros suprimentos essenciais.
De acordo com o Centcom, a operação envolveria destróieres equipados com lançadores de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e 15.000 militares. As Forças Armadas dos EUA declararam que seus destróieres de mísseis guiados "estão atualmente operando no Golfo Pérsico após atravessarem o Estreito de Ormuz em apoio ao Projeto Liberdade", contribuindo para "os esforços de restabelecimento do tráfego marítimo comercial".
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Dois navios mercantes com bandeira dos EUA "atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e continuam sua viagem", informou o Comando Central americano. No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana negou essa informação, afirmando que "nenhum navio comercial ou petroleiro cruzou o Estreito de Ormuz nas últimas horas". "As alegações (...) de autoridades americanas são infundadas e completamente falsas", acrescentaram as autoridades iranianas.
Mais cedo, agências de notícia iranianas afirmaram que contratorpedeiros dos EUA teriam recuado após receberem alertas para não seguir pelo estreito, enquanto uma fragata americana teria sido atingida por dois mísseis — informação esta que foi rejeitada pelo Centcom.
