Michelle diz que é candidata ao Senado após ‘missão’ dada por Bolsonaro e evita citar Flávio em estreia no rádio - QTU Questões do Universo

Michelle diz que é candidata ao Senado após ‘missão’ dada por Bolsonaro e evita citar Flávio em estreia no rádio

Fonte: Bandeira da fonte

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou, em sua estreia no horário eleitoral no rádio nesta sexta-feira, que decidiu disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal após receber uma “missão” do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em cerca de dois minutos de propaganda, a candidata resgatou o governo Bolsonaro e relembrou a infância em Ceilândia, mas evitou citar o enteado e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
— Essa (candidatura ao Senado) foi a missão que o meu marido me confiou.
Eu estarei ali ajudando em todas as pautas que são caras ao meu coração — afirmou Michelle.
A ausência de Flávio ocorre em meio à estratégia da campanha presidencial de ampliar a participação da ex-primeira-dama na corrida pelo Planalto.

O conteúdo levado ao rádio, no entanto, terá variações na televisão e ao longo do horário eleitoral.
Segundo interlocutores da campanha, a peça hoje da televisão terá um jingle de Michelle, em ritmo de piseiro, com os versos “Forte lutadora, Michelle Bolsonaro, nossa senadora”.
A propaganda desta sexta começou recuperando a participação da então primeira-dama na posse de Bolsonaro, em janeiro de 2019, quando ela discursou em Libras.
O programa relembrou a promessa feita naquele momento à comunidade surda de que, no governo do marido, seus direitos seriam respeitados e o grupo sairia da “invisibilidade”.
— Eu queria homenagear os meus amigos.
Eu queria falar para eles: no governo do meu marido, vocês terão seus direitos respeitados, vocês sairão da invisibilidade — disse Michelle no trecho recuperado pela campanha.
Na sequência, a candidata apostou na própria biografia.
Michelle afirmou ter crescido em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal no entorno do plano piloto, e lembrou que os pais se separaram quando tinha quatro anos e contou que o pai era motorista de ônibus.
Disse ainda ter acompanhado a mãe se capacitar para garantir o sustento da família.
Ao apresentar as prioridades de uma eventual atuação no Senado, Michelle citou mães atípicas, pessoas com deficiência e entidades do terceiro setor.
Depois do espaço dedicado a Michelle, a propaganda apresentou brevemente Bia Kicis (PL), também candidata ao Senado.
A deputada destacou sua formação como advogada, os 24 anos como procuradora do Distrito Federal, a votação obtida em 2022 e a passagem pela presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
As duas candidaturas foram apresentadas em conjunto sob a marca “programa Michelle e Bia”.
Flávio também não foi mencionado no trecho dedicado à deputada.
Na disputa pelo Senado, a senadora Leila Barros (PDT) recorreu à própria trajetória, relembrou a infância em Taguatinga e a carreira no vôlei.
A deputada Érika Kokay (PT) apresentou sua atuação parlamentar como marcada pela “teimosia” e pela “insistência” para aprovar políticas públicas, enquanto o pastor Ronaldo Fonseca (PSD) se apresentou como o candidato do ex-governador José Arruda (PSD).

BRB e Master entram na disputa pelo GDF
Na corrida pelo Palácio do Buriti, a governadora Celina Leão (PP) se antecipou e abordou diretamente a situação do Banco de Brasília (BRB) e defendeu as medidas adotadas desde que assumiu o comando do governo.
Já Leandro Grass (PT) transformou o banco e o caso Master em munição contra a atual gestão.
Celina adotou um formato de entrevista, batizado de “Rádio da Leoa”, e afirmou ter assumido o governo em um momento “muito delicado”, com problemas nas contas públicas, na saúde e no BRB.
Segundo a governadora, em vez de buscar culpados, sua opção foi procurar soluções.
— No caso do BRB, nós mudamos toda a diretoria, eu fiz uma auditoria completa e busquei uma saída para o banco ficar de pé, e isso aconteceu — afirmou.
A governadora também destacou ações na saúde e na segurança e pediu um voto de confiança para dar continuidade à gestão.
Na área da saúde, reconheceu que ainda há problemas nas filas para procedimentos e afirmou que pretende ampliar a estrutura hospitalar do DF.
Grass, por sua vez, fez do BRB um dos ataques à atual administração.
Em uma propaganda centrada nas filas enfrentadas pela população e no tempo perdido no transporte e nos serviços públicos, o candidato associou diretamente o banco ao caso Master.
— Estamos todos indignados com os milhões de reais dos escândalos do BRB e do Master que este governo jogou no lixo — afirmou.
Grass procurou contrapor a Brasília dos cartões-postais à vivida diariamente pelos moradores e criticou o que chamou de gestão “Celina-Ibaneis”.
O candidato citou filas no transporte público, nas unidades de saúde, nas creches e para obtenção de medicamentos.
Também candidato ao governo, Ricardo Cappelli (PSB) explorou as críticas de adversários à sua origem fora de Brasília.
Ele assumiu o rótulo de “forasteiro”, mas afirmou estar há 23 anos no Distrito Federal e disse ser de fora da “panelinha” que, segundo ele, governa a capital há anos.
— Sou, sim, de fora dessa panelinha que está há anos quebrando o DF.
Mas o DF real eu conheço — afirmou.
José Roberto Arruda (PSD), por sua vez, apostou na lembrança de realizações de sua passagem pelo Palácio do Buriti.
A propaganda citou obras do metrô, intervenções viárias e escolas de tempo integral.
O ex-governador afirmou que o Distrito Federal “está sofrendo” e apresentou a experiência anterior no cargo como argumento para retornar ao governo.
— Eu já fiz, eu sei o caminho e eu sei como resolver — disse.