A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) fechou um acordo com o Podemos do Distrito Federal para sua candidatura ao Senado. O entendimento foi costurado com a ajuda da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Eleições: Lula grava com candidatos ao Senado em meio a preocupação com ofensiva bolsonarista pela Casa Goiás: Caiado diz que currículo de Flávio Bolsonaro se resume à certidão de nascimento O movimento amplia a articulação de Michelle em busca de apoio de partidos fora do PL para a disputa. O presidente distrital do Podemos, Cristian Viana, deve ocupar a segunda suplência da chapa. O apoio, porém, é uma manifestação do diretório do Podemos no Distrito Federal e não representa uma decisão nacional da legenda. No último dia 4, a presidente nacional do partido, Renata Abreu, anunciou que o Podemos adotará posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República. A decisão nacional ocorreu em meio às negociações para a formação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL ao Planalto. O Podemos chegou a ser cotado para indicar o vice do senador, mas optou por não apoiar nenhuma candidatura presidencial. No Distrito Federal, entretanto, o partido se aproxima de Michelle, que pertence à mesma legenda de Flávio. O acordo prevê a participação de Cristian Viana como segundo suplente da ex-primeira-dama na disputa pelo Senado.
O Republicanos do estado também acenou apoio à candidatura de Michelle. Na sexta-feira (7), o presidente distrital do partido, Joaquim Mauro Silva, publicou em seu perfil no Instagram uma foto de uma reunião com a ex-primeira-dama e escreveu: “Vem novidade por aí”. Participaram do encontro Damares e Cristiane Britto, que foi ministra da Mulher no governo Jair Bolsonaro. O registro foi a primeira aparição de Michelle em uma agenda política desde o lançamento de sua candidatura. Ela não participou da convenção do PL em Brasília, em 2 de agosto, por causa de uma crise de enxaqueca. Apesar das articulações locais em torno de Michelle, o cenário nacional é diferente. O Republicanos declarou neutralidade na eleição presidencial de 2026, decisão que deixou o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, mais isolado na disputa. Em São Paulo, porém, o partido declarou apoio a Flávio. O governador paulista, Tarcísio de Freitas, é um dos principais aliados do senador.
O Globo