Michael Jackson: O acidente que pôs fogo nos cabelos do astro e pode ter levado a vício em analgésicos
Michael Jackson estava no auge da sua carreira, pouco depois de lançar o inigualável "Thriller", quando aceitou gravar um comercial milionário para a marca de refrigerantes Pepsi. O filme simularia uma apresentação do astro de então 25 anos, diante de milhares de pessoas reunidas em um auditório de Los Angeles, nos Estados Unidos. Tudo corria como planejado, até que houve um acidente horrível. O cantor ficou gravemente ferido e carregou sequelas do episódio para sempre.
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Em cartaz nos cinemas, o filme "Michael", do diretor Antoine Fuqua, resgata a trajetória do rei da música pop desde a época dos Jackson's 5 até a carreira solo dele. A produção remonta o acidente, mostrando como o episódio pode ter contribuído para a dependência química do artista. Em 2009, o cantor morreu devido a uma overdose de analgésicos de uso hospitalar.
Michael fechou o contrato de US$ 5 milhões para estrelar uma campanha da Pepsi no fim de 1984. No dia 27 de janeiro do ano seguinte, ele estava no Shrine Auditorium para gravar um comercial de TV. Em cena, o cantor deveria dar um salto e descer um lance de escadas no palco, aproximando-se da plateia de figurantes, enquanto um recurso pirotécnico seria acionado para gerar fumaça sobre ele. Durante os cinco primeiros takes, tudo aconteceu conforme o previsto. Depois, porém, houve a tragédia.
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A ignição que gerava a fumaça do cenário aconteceu antes do combinado. Com Jackson muito perto do dispositivo, as faíscas criadas puseram chamas nos cabelos do cantor. Durante segundos, o artista não percebeu que sua cabeça havia se tornado uma tocha acesa. Ele desceu os degraus com fogo nos cabelos, até que membros da sua equipe se aproximaram correndo para apagar as chamas batendo na cabeça do cantor, que, então, jogou-se no chão e começou a se debater.
Jackson morreu em casa devido a uma overdose do poderoso sedativo propofol, ministrado por seu médico particular. Semanas depois, imagens até então inéditas do acidente de 1984 foram obtidas pela revista "US Magazine". Na época, fontes ligadas ao cantor disseram que o episódio foi decisivo para ele se tornar dependente em analgésicos. A alegação não obteve consenso entre amigos (para alguns, não seria possível afirmar com certeza), mas o filme também levanta essa questão.
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Médico particular do cantor em 1984, Steven Hoefflin contou que Jackson ficou com queimaduras de segundo grau do tamanho de uma palma da mão e ainda uma pequena área com queimaduras de terceiro grau. O artista foi levado para o Centro Médico Cedars-Senai, em Los Angeles, onde foi tratado. Ele teve que tomar diversos remédios para aplacar as dores, além de um forte sedativo para conseguir dormir. "Ele teve sorte por não sofrer queimaduras em seu rosto", acrescentou Hoefflin.
O cantor foi submetido a cirurgias para esconder as cicatrizes na cabeça. De acordo com algumas publicações, por causa do acidente, os cabelos de Jackson deixaram de crescer em alguns pontos da sua cabeça e, mais tarde na vida, ele começou a usar perucas para ocultar essas falhas.
Depois do acidente, a Pepsi e o astro da música pop entraram em um acordo que resultou em uma indenização de US$ 1,5 milhão, dinheiro que o artista doou para o Centro Médico Brotman, em Los Angeles. Em retribuição a essa doação, a unidade de saúde renomeou sua área de tratamento para pacientes queimados como Michael Jackson Burn Center. Anos mais tarde, o músico viria a estrelar outra campanha publicitária para a fabricante de refrigerantes.
